Visualização das Tendências de Evolução da COVID no Brasil

Planilha do Ministério da Saúde atualizada dia 27/02/2021 às 23:28
Gráficos internacionais atualizados dia 27/02/2021 às 23:28
Base SRAG com óbitos na DATA REAL atualizada com dados de 25/01/2021.

Disponibizamos uma ferramenta de visualização da evolução da COVID que atenua significativamente o problema da notificação errática de óbitos, permitindo analisar de forma mais clara as curvas de evolução da pandemia, que são apresentadas em vários formatos. Essa página é totalmente compatível com dispositivos móveis, mas oferece mais recursos e detalhamento das informações para usuários de tablets, notebooks e desktops, bastando clicar ou tocar levemente sobre as curvas ou na legenda do gráfico.

Recomendamos fortemente a visualização dos gráficos aqui apresentados em notebooks e desktops para ter acesso a informações mais detalhadas dos gráficos. Para obter o detalhamento de um ponto específico de uma curva, basta posicionar o mouse sobre o local desejado na curva. Para habilitar ou desabilitar individualmente a exibição de uma das curvas de um gráfico, basta clicar na parte da legenda correspondente à curva.

Brasil no Mundo

Nessa seção apresentamos os gráficos da evolução dos óbitos da COVID do Brasil em comparação a alguns países relevantes no contexto da pandemia. Mesmo para os visitantes que não possuem muito interesse pelo cenário internacional, os gráficos dessa seção ajudam a entender melhor a situação do Brasil. Por possuir países que já estão bem avançados no ciclo da COVID, os gráficos aqui expostos exemplificam como diversas situações presentes na evolução da pandemia se refletem no conjunto completo de gráficos. Com isso, é possível compreender melhor a natureza complementar das informações de cada gráfico, o que irá contribuir para analisar melhor o cenário dos estados e municípios do Brasil, que ainda estão mais atrasados no ciclo da pandemia.

As datas atribuídas aos óbitos dessa seção seguem a metodologia internacional adotada pelo Ministério da Saúde e diversos outros países de usar a data em que o óbito foi inserido nas bases de dados e não a data na qual a pessoa efetivamente faleceu. Nos países onde há muito atraso entre a data de óbito e a data de inserção no sistema, esse atraso pode causar muitas distorções, como é o caso do Brasil. Por sorte temos a base SRAG do Ministério da Saúde, cujos dados estão detalhados nos gráficos da seção de mesmo nome desse site, que contém os óbitos classificados de forma correta, pela data na qual o paciente faleceu.

Gráfico 1.0

O gráfico abaixo do número de novas mortes diárias por milhão de habitantes por continente em escala linear.

 

Gráfico 1.1

O gráfico abaixo de tendências do número de mortes absoluto do Brasil em comparação a alguns países relevantes no contexto da pandemia.

 

Gráfico 1.2

O gráfico abaixo de tendências do número de mortes por milhão de habitantes do Brasil em comparação a alguns países relevantes no contexto da pandemia.

 

Gráfico 1.3

O gráfico abaixo do número de mortes por milhão de habitantes do Brasil em comparação a alguns países relevantes no contexto da pandemia em escala linear.

 

Gráfico 1.4

O gráfico abaixo do número de novas mortes diárias por milhão de habitantes do Brasil em comparação a alguns países relevantes no contexto da pandemia em escala linear.

 

Gráfico 1.5

O gráfico abaixo do número de novas mortes diárias por milhão de habitantes dos Brasil em comparação a alguns países relevantes no contexto da pandemia em escala logaritma.

 

Gráfico 1.6

O gráfico abaixo sumariza a evolução no Brasil, dividindo os óbitos nas capitais, das regiões metropolitanas que circundam a capital (excluíndo a capital), dos estados que possuem uma região em torno da sua capital, e do restante do estado, que está com a legenda de "interior" no gráfico. Esse gráfico mostra o número de óbitos diários por data de notificação segundo a divisão descrita anteriormente.

 

Gráfico 1.7

O gráfico abaixo compara as novas notificações de óbito diárias do Brasil com o valor resultante da aplicação do filtro Savitzky-Golay, que atenua as oscilações mas preserva a tendência geral da variável por um período de 21 dias. Esse gráfico é um excelente exemplo da atuação deste filtro, que é aplicado em todos os gráficos, do Brasil, estados e municípios, pois estes têm como fonte de informações dos óbitos organizados pela data de notificação. No Brasil todo, a notificação de óbitos oscila muito pela irregularidade na conclusão dos exames e na inserção dos óbitos no sistema do SUS, tipicamente menor nos finais de semana. Esse filtro só não é aplicado nos gráficos da base SRAG, por apresentarem as mortes classificadas pela data efetiva da morte, caso em que a questão da irregularidade não existe e o filtro não é necessário.

 

Análise do Brasil

  • 01/10/2020

    Sexta-feira também com menor número de óbitos, 708, que contribui para manter a nova descida da curva do Brasil. Interior, capitais e regiões metropolitanas continuam a cair.

  • 02/10/2020

    Sexta-feira também com menor número de óbitos, 708, o menor valor desde 1/5 para uma sexta-feira, que contribui para manter a nova descida da curva do Brasil. Interior, capitais e regiões metropolitanas continuam a cair. Uruguai adicionado nos gráficos internacionais.

  • 03/10/2020

    Com o total de óbitos reportados hoje, o total dessa semana volta a cair e estamos com o menor valor desde a semana epidemiológica número 19, encerrada no dia 9/5. Interior, capitais e regiões metropolitanas continuam a cair.

  • 04/10/2020

    Domingo com o tradicional número bem mais baixo de óbitos notificados naturalmente contribui para a continuidade da queda da curva do Brasil. Interior, capitais e regiões metropolitanas continuam a cair.

  • 05/10/2020

    Segunda-feira com um número bem reduzido de óbitos notificados mantém a continuidade da queda da curva do Brasil. Interior, capitais e regiões metropolitanas continuam a cair. No cenário internacional, a Argentina supera o recorde sul-americano de óbitos notificados por dia do Peru e continua a subir. A situação no nosso vizinho só piora.

  • 06/10/2020

    Terça-feira com menor número de notificações de óbitos acumulados do que o habitual, provavelmente é o menor valor para uma terça-feira desde o dia 16/5, mantém a continuidade da queda da curva do Brasil. Interior e regiões metropolitanas continuam a cair e capitais em platô.

  • 07/10/2020

    Mais um dia com menor número de notificações de óbitos acumulados do que o habitual, 734 é o total anunciado hoje pelo Ministério da Saúde. Um outro possível recorde,provavelmente é o menor valor para uma quarta-feira desde o dia 6/5, mantém a continuidade da queda da curva do Brasil. Interior e regiões metropolitanas continuam a cair e capitais em platô.

  • 08/10/2020

    Quinta-feira com menor número de notificações de óbitos acumulados do que o habitual, 729 é o total anunciado hoje pelo Ministério da Saúde, que mantém a continuidade da queda da curva do Brasil. Interior, capitais e regiões metropolitanas agora caem em conjunto.

  • 09/10/2020

    Sexta-feira também com menor número de notificações de óbitos acumulados do que o habitual, provavelmente o menor valor desde o dia 1/5. 682 é o total anunciado hoje pelo Ministério da Saúde, que mantém a continuidade da queda da curva do Brasil. Interior, capitais e regiões metropolitanas agora caem em conjunto.

  • 10/10/2020

    Com o total de óbitos reportados hoje, 559, o total dessa semana volta a cair e estamos mais uma vez com o menor valor desde a semana epidemiológica número 19, encerrada no dia 9/5. Estamos com uma queda de 8% em óbitos em relação a semana passada e de 45% em relação a semana de pico, a de número 30, no meio de Julho. Interior, capitais e regiões metropolitanas continuam a cair.

  • 11/10/2020

    Domingo com o menor número de óbitos reportados desde o dia 3/5, 290. Esse número evidentemente mantém a queda da curva do Brasil, bem como os totais do Interior, capitais e regiões metropolitanas.

  • 12/10/2020

    Feriado, como de costume, com poucos óbitos notificados, 201. Pode ser efeito do feriado mas hoje é o menor valor desde o dia 26/4. Esse número evidentemente mantém a queda da curva do Brasil, bem como os totais do Interior, capitais e regiões metropolitanas.

  • 13/10/2020

    Mais um dia com menor número de óbitos notificados, 309, muito provavelmente por causa do feriado. O total dessa semana, em função disso, está muito baixo e, caso não haja uma explosão de notificações antigas, a tendência é essa semana totalizar um valor menor do que o da semana passada. Os números baixos dessa semana mantém a queda da curva do Brasil, bem como os totais do Interior, capitais e regiões metropolitanas.

  • 14/10/2020

    Os óbitos notificados hoje não tiveram um valor muito elevado por causa do acúmulo do feriado, o total foi de 749. Os números baixos dessa semana mantém a queda da curva do Brasil, bem como os totais do Interior, capitais e regiões metropolitanas.

  • 15/10/2020

    O total de óbitos manteve o patamar da semana passada, o total foi de 749. Os números baixos dessa semana mantém a queda da curva do Brasil, bem como os totais do Interior, capitais e regiões metropolitanas.

  • 16/10/2020

    O total de óbitos de hoje também manteve o patamar da semana passada, o total foi de 752. Por causa dos dias com poucos óbitos no feriado, temos muito boas chances do total dessa semana ser inferior ao da semana passada. Os números baixos dessa semana mantém a queda da curva do Brasil, bem como os totais do Interior, capitais e regiões metropolitanas.

  • 17/10/2020

    Sábado com o tradicional menor número de óbitos reportados, o total foi de 461, somado ao feriado e a queda do ritmo da COVID fez com que tivéssemos o menor total de óbitos desde a semana 18, encerrada no dia 2/5. Uma queda de 17% em relação a semana passada. Os números baixos dessa semana mantém a queda da curva do Brasil, bem como os totais do Interior, capitais e regiões metropolitanas.

  • 19/10/2020

    Ontem não tivemos atualização da planilha do Ministério da Saúde. O total de óbitos tanto de ontem quanto de hoje foram um pouco mais baixos do que o habitual, com os valores respectivos de 230 e 271 óbitos. A curva atenuada de óbitos desceu da marca de 500 óbitos diários. Esses números baixos do início da semana mantêm a queda da curva do Brasil, bem como os totais do Interior, capitais e regiões metropolitanas.

  • 20/10/2020

    Hoje tivemos um total de óbtidos reportado mais baixo do que os valores dos dias úteis das últimas semanas, 661 óbitos notificados. Esse é o menor valor para uma terça-feira desde o dia 5/5. Esse valor mais baixo naturalmente ajuda a manter a curva do Brasil em queda, bem como os totais do Interior, capitais e regiões metropolitanas.

  • 21/10/2020

    Tivemos hoje mais um dia com um total de óbtidos reportado mais baixo do que os valores dos dias úteis das últimas semanas, 566 óbitos notificados. Esse é o menor valor para uma quarta-feira desde o dia 6/5. Esse valor mais baixo naturalmente ajuda a manter a curva do Brasil em queda, bem como os totais do Interior, capitais e regiões metropolitanas.

  • 22/10/2020

    Mais um dia com um total de óbtidos reportado mais baixo do que os valores dos dias úteis das últimas semanas, 497 óbitos notificados. Esse é o menor valor para uma quinta-feira desde o dia 30/04. Esse valor mais baixo naturalmente ajuda a manter a curva do Brasil em queda, bem como os totais do Interior, capitais e regiões metropolitanas.

  • 23/10/2020

    Outro dia com um total de óbtidos reportado mais baixo do que os valores dos dias úteis das últimas semanas, 571 óbitos notificados. Esse é o menor valor para uma sexta-feira desde o dia 01/05. Esse valor mais baixo naturalmente ajuda a manter a curva do Brasil em queda, bem como os totais do interior, capitais e regiões metropolitanas.

  • 24/10/2020

    Seguimos em queda firme nessa semana. O total de óbitos de hoje é o menor valor para um sábado desde o dia 02/05, 432 óbitos. Com isso, o total de semana é o menor desde a semana epidemiológica 18, encerrada no dia 2/5. Tivemos uma redução de 7% em relação a semana passada e acumulamos uma queda de 58% em relação a semana 30, a do pico. Esse valor mais baixo naturalmente ajuda a manter a curva do Brasil em queda. Os totais do interior e regiões metropolitanas seguem em queda e as capitais ficaram em platô.

  • 25/10/2020

    Domingo com poucos óbitos notificados, 231 no total, mantém a curva do Brasil em queda. Os totais do interior e regiões metropolitanas seguem em queda e as capitais ficaram em platô. Acrescentei mais países europeus para acompanhar o novo crescimento dos óbitos nessa região.

  • 26/10/2020

    Segunda-feira com o habitual menor número de óbitos notificados, 261 no total, mantém a curva do Brasil em queda. Os totais do interior e regiões metropolitanas seguem em queda e as capitais ficaram em platô. Acrescentei mais países europeus para acompanhar o novo crescimento dos óbitos nessa região.

  • 27/10/2020

    Terça-feira com menor número de óbitos notificados do que as semanas passadas, 549 no total, o menor valor para uma terça-feira quando a segunda-feira não foi feriado desde o dia 28/4. Esse número mantém a curva do Brasil em queda. Os totais do interior e regiões metropolitanas seguem em queda e as capitais ficaram em platô. Acrescentei mais países europeus para acompanhar o novo crescimento dos óbitos nessa região.

  • 28/10/2020

    Quarta-feira com menor número de óbitos notificados do que as semanas passadas, 510 no total, o menor valor para uma quarta-feira desde o dia 29/4. Esse número mantém a curva do Brasil em queda. Os totais do interior e regiões metropolitanas seguem em queda e as capitais ficaram em platô. Acrescentei Portugal aos países europeus.

  • 29/10/2020

    Quinta-feira mais uma vez com menor número de óbitos notificados do que as semanas passadas, 513 no total. Adivinhem? É o menor valor para uma quinta-feira desde o dia 30/4. Esse número mantém a curva do Brasil em queda. Os totais do interior, capitais e regiões metropolitanas seguem em queda.

  • 30/10/2020

    Outro dia útil com menor número de óbitos notificados do que as semanas passadas, 508 no total. É o menor valor para uma sexta-feira desde o dia 1/5. Esse número mantém a curva do Brasil em queda. Os totais do interior, capitais e regiões metropolitanas seguem em queda. Os óbitos do Rio Grande do Sul de hoje, 39, não foram repassados para o Ministério da Saúde e não estão presentes nos gráficos. Mesmo com esses óbitos somados, o total de hoje continuaria a ser o menor valor desde 1/5.

    No cenário internacional, nota-se uma piora forte nos óbitos da República Tcheca, que está experimentando agora a sua primeira subida forte desde o início da pandemia devido ao lockdown muito rigoroso, e também na Espanha.

  • 31/10/2020

    Sábado também com um menor número de óbitos do que as semanas anteriores, 407 no total. Mais uma vez, é o menor valor para esse dia da semana desde o dia 2/5. Com o número de hoje a semana epidemiológica 44 que se encerra hoje acumulou o menor total de óbitos desde a semana 17, que se encerrou em 25/04. Registramos uma forte redução de 20% em relação à semana passada e acumulamos uma queda de 66% em relação a semana 30, encerrada em 25/7, que foi a do pico de óbitos. Evidentemente o número de hoje mantém a curva do Brasil em queda. Os totais do interior, capitais e regiões metropolitanas seguem em queda. Os óbitos do Rio Grande do Sul de hoje, 39, não foram repassados para o Ministério da Saúde e não estão presentes nos gráficos. Mesmo com esses óbitos somados, o total de hoje continuaria a ser o menor valor desde 1/5.

    No cenário internacional, hoje a Espanha continuou a subir forte.

  • 01/11/2020

    Domingo com pouquíssimos óbitos notificados, 190. Seguimos batendo recordes, é o menor valor para um sábado desde o dia 26/4, mas lembrando que o menor valor de hoje provavelmente tem influência do feriado de amanhã. Curva do Brasil, interior, capitais e regiões metropolitanas em queda.

    Gráficos internacionais atualizados. Noruega acrescentada. República Tcheca, França e Itália sobem muito.

  • 02/11/2020

    Feriado com pouquíssimos óbitos notificados, 190. Seguimos batendo recordes, é o menor valor diário desde o dia 22/4, mas lembrando que o menor valor de hoje deve-se ao fato de ser feriado. Curva do Brasil, interior, capitais e regiões metropolitanas em queda.

    Gráficos internacionais atualizados. República Tcheca e Espanha sobem muito.

  • 03/11/2020

    Terça-feira pós-feriado com menor número de óbitos notificados, 243. Seguimos batendo recordes, é o menor valor para esse dia da semana desde o dia 21/4, mas lembrando que esse dia foi feriado em abril. Curva do Brasil, interior, capitais e regiões metropolitanas em queda.

    Gráficos internacionais atualizados. República Tcheca, Espanha e França sobem muito.

  • 04/11/2020

    Quarta-feira com um número de óbitos um pouco superior aos valores da semana passada, 610, provavelmente devido ao acúmulo do feriado. Curva do Brasil, interior, capitais e regiões metropolitanas em queda.

    Gráficos internacionais atualizados. República Tcheca, Espanha e França sobem muito.

  • 05/11/2020

    Gráficos internacionais atualizados. República Tcheca, Espanha e França continuam a subir muito.

  • 13/11/2020

    Os dados vêm sendo atualizados desde ontem pelo Ministério da Saúde, mas ainda há vejo um comportamento muito diferente dos dias anteriores ao ataque do hacker, acredito que não tenha havido ainda uma atualização completa dos dados. Não vou ser leviano em fazer uma análise sobre dados onde noto um padrão distinto, que nitidamente pode estar sendo causado pela atualização parcial dos dados.

    Ontem, particularmente, os gráficos 1.6, 3.4 e 3.5 estavam com um comportamento muito estranho nos valores da última semana, a que foi afetada pelo ataque do hacker. Hoje esses gráficos estão bem próximos do normal, mas ainda não me sinto confortável em fazer uma análise da situação atual.

    Por ainda estar questionando a atualidade dos dados da planilha diária do Ministério da Saúde, também não estou me sentindo confortável em fazer a análise da base SRAG, que pode também ter sido influenciada pelos hackers, mas é mais difícil analisá-la nesse contexto, pois a sua atualização é semanal e há mudanças significativas a cada nova divulgação diária da planilha da COVID.

  • 15/11/2020

    Hoje o Ministério da Saúde reportou, pela segunda vez desde a volta dos sistemas do SUS após o ataque dos hackers, um total de óbitos muito acima do que estávamos observando desde o final de setembro, o total foi de 921 óbitos. Esse valor está em linha com o meu sentimento que os dados da COVID ainda estão defasados em função da indisponibilidade dos sistemas do SUS e estão sendo atualizados de forma irregular.

    Em função dessa clara instabilidade, ainda continuo não me sentindo confortável em analisar os números e relatar qualquer tendência dos dados.

  • 17/11/2020

    O Ministério da Saúde reportou hoje 685 óbitos, um valor mais alto do que os das semanas anteriores aos hackers. Pelo gráfico 1.6, notamos que a oscilação é bem maior nas capitais.

  • 19/11/2020

    Dados ainda com muita oscilação em vários estados, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

  • 23/11/2020

    Hoje foi uma segunda-feira com 302 óbitos notificados pelo Ministério da Saúde, o que é mais próximo aos valores que tínhamos antes do ataque do hacker, que foram 263 e 271 óbitos nas segunda-feiras anteriores ao problema. Os valores mais elevados das últimas semanas ainda está influenciando muito os gráficos 1.6 e 1.7. No 1.6 é nítido que o aumento das notificações foi mais significativo nas capitais, mas também está presente no interior e nas regiões administrativas no entorno das capitais.

  • 24/11/2020

    Terça-feira com 630 óbitos notificados pelo Ministério da Saúde, o que também se aproxima dos valores que tínhamos às terça-feiras antes do problema dos hackers. Os valores mais elevados das últimas semanas ainda está influenciando muito os gráficos 1.6 e 1.7. No 1.6 é nítido que o aumento das notificações foi mais significativo nas capitais, mas também está presente no interior e nas regiões administrativas no entorno das capitais.

  • 27/11/2020

    Sexta-feira com 514 óbitos notificados pelo Ministério da Saúde, o que é mais próximo do valor das sexta-feiras antes do problema dos hackers. Os valores mais elevados das últimas semanas ainda está influenciando muito os gráficos 1.6 e 1.7. No 1.6 é nítido que o aumento das notificações foi mais significativo nas capitais, mas também está presente no interior e nas regiões administrativas no entorno das capitais. O valor do dia de hoje da curva de notificações atenuadas do gráfico 1.7 já está mostrando redução em relação ao gráfico de ontem, embora ainda aponte a tendência de alta devido à irregularidade dos óbitos.

  • 28/11/2020

    Sábado com 587 óbitos notificados pelo Ministério da Saúde, o que é um valor elevado para um sábado, que chegou a ter óbitos notificados na casa dos 200 óbitos antes do incidente dos hacers. Os valores mais elevados das últimas semanas ainda está influenciando muito os gráficos 1.6 e 1.7, mas já alguma perda de intensidade. O valor atual projetado pelas curvas amortizadas do gráfico 1.7 já está em queda há alguns dias, embora o valor para as capitais e o interior do gráfico 1.6 ainda tenha crescido de ontem para hoje, havendo redução nas regiões no entorno das capitais.

  • 29/11/2020

    Domingo com 272 óbitos notificados pelo Ministério da Saúde, que é um valor próximo aos que tínhamos no final de outubro, antes do ataque dos hackers. Os valores mais elevados das últimas semanas ainda está influenciando muito os gráficos 1.6 e 1.7, mas já alguma perda de intensidade. O valor atual projetado pela curva amortizada do gráfico 1.7 já está em queda há alguns dias, embora o valor para as capitais e o interior do gráfico 1.6 ainda tenha crescido de ontem para hoje, havendo redução nas regiões no entorno das capitais.

  • 30/11/2020

    Segunda-feira com 287 óbitos notificados pelo Ministério da Saúde, que é um valor mais reduzido e mais próximo aos que tínhamos no final de outubro, antes do ataque dos hackers. Os valores mais elevados das últimas semanas ainda está influenciando muito os gráficos 1.6 e 1.7, mas já alguma perda de intensidade. O valor atual projetado pela curva amortizada do gráfico 1.7 já está em queda há alguns dias e já está com sinais que indicam uma possível chegada a um novo platô.

  • 01/12/2020

    Terça-feira com 697 óbitos notificados pelo Ministério da Saúde, que é um valor ainda um pouco superior aos que tínhamos no final de outubro, antes do ataque dos hackers. Os valores mais elevados das últimas semanas ainda está influenciando muito os gráficos 1.6 e 1.7, mas já alguma perda de intensidade. O valor atual projetado pela curva amortizada do gráfico 1.7 já está em queda há alguns dias e já indica a formação de um platô.

  • 04/12/2020

    Curva do Brasil do gráfico 1.7 permanece em ligeira queda há alguns dias, indicando uma possível estabilização ou recuo da tendência de crescimentos. Como sempre pode haver atraso nas notificações, mas até o momento os números dos últimos dias parecem não indicar aumento no crescimento de óbitos no Brasil.

  • 05/12/2020

    Tivemos um sábado com um valor maior de óbitos notificados que o usual para esse dia de semana, 664 óbitos. A curva do Brasil do gráfico 1.7 permanece apresentando tendência de ligeira queda há alguns dias, mas hoje com um valor nominal um pouco maior. Como sempre pode haver atraso nas notificações, mas até o momento os números dos últimos dias parecem não indicar aumento no crescimento de óbitos no Brasil.

  • 06/12/2020

    Domingo com um total de óbitos notificado mais próximo aos valores de antes do apagão, mas ainda um pouco superior, 313 óbitos. A curva do Brasil do gráfico 1.7 permanece apresentando tendência de ligeira queda há alguns dias, mas hoje mais uma vez com um valor nominal um pouco maior. Como sempre pode haver atraso nas notificações, mas até o momento os números dos últimos dias parecem não indicar aumento no crescimento de óbitos no Brasil.

  • 07/12/2020

    Segunda-feira com um total de óbitos notificado mais próximo aos valores de antes do apagão, mas ainda um pouco mais elevado, 376 óbitos. A curva do Brasil do gráfico 1.7 permanece apresentando tendência de ligeira queda há alguns dias, mas hoje mais uma vez com um valor nominal um pouco maior. Como sempre pode haver atraso nas notificações, mas até o momento os números dos últimos dias parecem não indicar aumento no crescimento de óbitos no Brasil.

  • 08/12/2020

    Terça-feira com um total de óbitos notificado elevado, 842 óbitos. A curva do Brasil do gráfico 1.7 volta a apresentar crescimento, o que não é bom sinal. Infelizmente o crescimento de hoje não estará presente na base SRAG desta semana, pois a data de corte é na segunda-feira.

  • 13/01/2021

    Comentários sobre a situação atual na seção SRAG.

Evolução por Estados

Nessa seção apresentamos o mapa do Brasil com a evolução da COVID nos estados e também os gráficos da evolução dos óbitos dos estados do Brasil que atingiram pelo menos 100 vítimas fatais, limitado aos 20 piores estados. As cores dos estados estão fixas agora, não vão mudar mais e os estados que não estão presentes no gráfico estão totalizados como "Demais Estados".

As datas atribuídas aos óbitos dessa seção seguem a metodologia internacional adotada pelo Ministério da Saúde e diversos outros países de usar a data em que o óbito foi inserido nas bases de dados e não a data na qual a pessoa efetivamente faleceu. O atraso entre a data de óbito e a data da sua inserção no sistema causa muitas distorções nos dados do Brasil. Por sorte temos a base SRAG do Ministério da Saúde, cujos dados estão detalhados nos gráficos da seção de mesmo nome desse site, que contém os óbitos classificados de forma correta, pela data na qual o paciente faleceu.

Gráfico 2.1

No mapa do Brasil abaixo, as cores representam o valor mais atual de óbitos por milhão de habitante por dia, quanto mais vermelho, maior o valor.

 

Gráfico 2.2

No mapa do Brasil abaixo, as cores representam a evolução da COVID nos estados nos últimos sete dias, quanto mais vermelho mais cresceu e, analogamente, quanto mais verde mais diminuiu. O valor mostrado no mapa é o variação em mortes por milhão de habitantes diárias no período.

 

Gráfico 2.3

O gráfico abaixo de tendências do número de mortes absoluto dos estados com mais de 100 mortes totalizadas.

 

Gráfico 2.4

O gráfico abaixo de tendências do número de mortes por milhão de habitantes dos estados com mais de 100 mortes totalizadas.

 

Gráfico 2.5

O gráfico abaixo do número de mortes por milhão de habitantes dos estados com mais de 100 mortes totalizadas em escala linear.

 

Gráfico 2.6

O gráfico abaixo do número de novas mortes diárias por milhão de habitantes dos estados com mais de 100 mortes totalizadas em escala linear.

 

Gráfico 2.7

O gráfico abaixo do número de novas mortes diárias por milhão de habitantes dos estados com mais de 100 mortes totalizadas em escala logaritma.

 

Gráfico 2.8

O gráfico abaixo do número de novas mortes diárias dos estados com mais de 100 mortes totalizadas em escala linear.

 

Gráfico 2.9

O gráfico abaixo do número de novas mortes diárias dos estados empilhadas com mais de 100 mortes totalizadas em escala linear.

 

Gráfico 2.10

O gráfico abaixo mostra a curva do estado escolhido pelo usuário, formada a partir do somatório das cidades do estado empilhadas, onde as piores estão destacadas no gráfico. Lembrando que o Distrito Federal não está listado pois nas estatísticas do SUS apenas a cidade de Brasilia aparece.

 

Gráfico 2.11

O gráfico abaixo compara as novas notificações de óbito diárias do estado escolhido pelo usuário com o valor resultante da aplicação de um modelo de regressão por modelos lineares generalizados (vide seção de Metodologia), que atenua as oscilações mas preserva a tendência geral da variável por um período de 21 dias. Em praticamente todos os estados, a notificação de óbitos oscila muito pela irregularidade na conclusão dos exames e na inserção dos óbitos no sistema do SUS, tipicamente menor nos finais de semana.

 

Análise dos Estados

  • 01/10/2020

    A alta prossegue em Minas Gerais, Pernambuco, Espirito Santo, Bahia e Amazonas. Goiás (com oscilação), Rio Grande do Norte e Maranhão em platô. Demais estados em queda. Amazonas com uma alta muito forte dos óbitos. Felizmente o Estado do Amazonas possui boletins diários muito completos, onde verificamos que essa alta se deve a notificações de óbitos antigos na publicação do dia de hoje.

  • 02/10/2020

    A alta continua em Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Espirito Santo, Bahia e Amazonas. Paraíba e Maranhão em platô. Demais estados em queda. Amazonas com uma alta muito forte dos óbitos. Felizmente o Estado do Amazonas possui boletins diários muito completos, onde verificamos que essa alta se deve a notificações de óbitos antigos na publicação do dia de hoje.

  • 03/10/2020

    A alta continua em Pernambuco, Bahia e Espirito Santo. Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Amazonas, Paraíba e Maranhão em platô. Demais estados em queda. Amazonas com uma alta muito forte dos óbitos. Felizmente o Estado do Amazonas possui boletins diários muito completos, onde verificamos que essa alta se deve a notificações de óbitos antigos na publicação do dia de hoje.

  • 04/10/2020

    A alta continua em Goiás, Amazonas, Pernambuco, Bahia e Espirito Santo. Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Maranhão em platô. Demais estados em queda. Amazonas com uma alta muito forte dos óbitos. Felizmente o Estado do Amazonas possui boletins diários muito completos, onde verificamos que essa alta se deve a notificações de óbitos antigos na publicação do dia de hoje.

  • 05/10/2020

    A alta continua em Goiás, Amazonas, Pernambuco, Ceará, Bahia e Espirito Santo. Santa Catarina e Maranhão em platô. Demais estados em queda. Amazonas com uma alta muito forte dos óbitos. Felizmente o Estado do Amazonas possui boletins diários muito completos, onde verificamos que essa alta se deve a notificações de óbitos antigos na publicação do dia de hoje.

  • 06/10/2020

    A alta continua em Amazonas, Pernambuco, Ceará e Bahia. Espirito Santo, Goiás, Alagoas, Santa Catarina e Maranhão em platô. Demais estados em queda. Amazonas com uma alta muito forte dos óbitos.

  • 07/10/2020

    A alta continua em Alagoas, Amazonas e Ceará. Pernambuco, Bahia, Espirito Santo, Goiás, Santa Catarina e Maranhão em platô. Demais estados em queda. Amazonas com uma alta muito forte dos óbitos.

  • 08/10/2020

    A alta continua em Alagoas, Amazonas e Ceará. Bahia, Rio Grande do Sul, Espirito Santo, Goiás, Santa Catarina e Maranhão em platô. Demais estados em queda. Amazonas com uma alta muito forte dos óbitos.

  • 09/10/2020

    A alta continua em Alagoas, Amazonas e Ceará. Bahia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Maranhão em platô. Demais estados em queda. Amazonas com uma alta muito forte dos óbitos.

  • 10/10/2020

    A alta continua em Alagoas e Amazonas. Ceará, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Maranhão em platô. Demais estados em queda. Amazonas com uma alta muito forte dos óbitos.

  • 11/10/2020

    A alta continua em Alagoas. Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Sul, Piaui e Maranhão em platô. Demais estados em queda. Amazonas com uma alta muito forte dos óbitos.

  • 12/10/2020

    A alta continua em Alagoas e Piaui. Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Sul e Maranhão em platô. Demais estados em queda. Amazonas com uma alta muito forte dos óbitos, mas o boletim diário do estado do Amazonas mostra que são óbitos antigos.

  • 13/10/2020

    A alta continua em Alagoas e Piaui. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Maranhão em platô. Demais estados em queda.

  • 14/10/2020

    A alta continua em Alagoas e Piaui. Minas Gerais e Maranhão em platô. Demais estados em queda.

  • 15/10/2020

    A alta continua em Alagoas, Paraíba e Piaui. Maranhão em platô. Demais estados em queda.

  • 16/10/2020

    A alta continua em Alagoas, Paraíba e Piaui. Minas Gerais e Maranhão em platô. Demais estados em queda.

  • 17/10/2020

    Alta em Alagoas, Paraíba Rio Grande do Norte e Piaui. Demais estados em queda.

  • 19/10/2020

    Alta na Paraíba, Rio Grande do Norte e Piaui. Platô no Distrito Federal. Demais estados em queda.

  • 20/10/2020

    Alta na Paraíba, Rio Grande do Norte e Piaui. Platô no Distrito Federal. Demais estados em queda.

  • 21/10/2020

    Alta na Paraíba, Rio Grande do Norte e Piaui. Amazonas e Distrito Federal em platô. Demais estados em queda. Pelos dados da base SRAG de 19/10, até essa data, todos os óbitos notificados pelos estados que sobem hoje eram antigos. Tudo leva a crer que os óbitos que mantiveram a alta a partir da publicação da base SRAG também sejam antigos, mas infelizmente só teremos certeza absoluta na próxima edição da base SRAG na próxima semana.

  • 22/10/2020

    Alta no Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piaui. Distrito Federal em platô. Demais estados em queda. Pelos dados da base SRAG de 19/10, até essa data, todos os óbitos notificados pelos estados que sobem hoje eram antigos. Tudo leva a crer que os óbitos que mantiveram a alta a partir da publicação da base SRAG também sejam antigos, mas infelizmente só teremos certeza absoluta na próxima edição da base SRAG na próxima semana.

  • 23/10/2020

    Alta no Amazonas, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Piaui e Paraíba em platô. Demais estados em queda. Pelos dados da base SRAG de 19/10, até essa data, todos os óbitos notificados pelos estados que sobem hoje eram antigos. Tudo leva a crer que os óbitos que mantiveram a alta a partir da publicação da base SRAG também sejam antigos, mas infelizmente só teremos certeza absoluta na próxima edição da base SRAG na próxima semana. Segundo o boletim do Estado do Amazonas de hoje, os óbitos no estado são antigos.

  • 24/10/2020

    Alta no Amazonas, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Piaui e Paraíba em platô. Demais estados em queda. Pelos dados da base SRAG de 19/10, até essa data, todos os óbitos notificados pelos estados que sobem hoje eram antigos. Tudo leva a crer que os óbitos que mantiveram a alta a partir da publicação da base SRAG também sejam antigos, mas infelizmente só teremos certeza absoluta na próxima edição da base SRAG na próxima semana. Segundo o boletim do Estado do Amazonas de hoje, os óbitos no estado são antigos.

  • 25/10/2020

    Alta no Amazonas, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Demais estados em queda. Pelos dados da base SRAG de 19/10, até essa data, todos os óbitos notificados pelos estados que sobem hoje eram antigos. Tudo leva a crer que os óbitos que mantiveram a alta a partir da publicação da base SRAG também sejam antigos, mas infelizmente só teremos certeza absoluta na próxima edição da base SRAG na próxima semana. Segundo o boletim do Estado do Amazonas de hoje, os óbitos no estado são antigos.

  • 26/10/2020

    Alta no Amazonas e Rio Grande do Sul. Paraná em platô. Demais estados em queda. Pelos dados da base SRAG de 19/10, até essa data, todos os óbitos notificados pelos estados que sobem hoje eram antigos. Tudo leva a crer que os óbitos que mantiveram a alta a partir da publicação da base SRAG também sejam antigos, mas infelizmente só teremos certeza absoluta na próxima edição da base SRAG na próxima semana.

  • 27/10/2020

    Alta no Amazonas e Rio Grande do Sul. Santa Catarina, Pernambuco, Espirito Santo e Paraná em platô. Demais estados em queda. Pelos dados da base SRAG de 19/10, até essa data, todos os óbitos notificados pelos estados que sobem hoje eram antigos. Tudo leva a crer que os óbitos que mantiveram a alta a partir da publicação da base SRAG também sejam antigos, mas infelizmente só teremos certeza absoluta na próxima edição da base SRAG na próxima semana. Pelo boletim do Estado do Amazonas de hoje, há uma pequena alta no interior do estado, que não é compatível com a elevação tão grande dos óbitos reportados, significando que muito provavelmente são óbitos antigos.

  • 28/10/2020

    Alta no Amazonas, Espirito Santo e Rio Grande do Sul. Santa Catarina e Paraná em platô. Demais estados em queda. Pelos dados da base SRAG de 19/10, até essa data, todos os óbitos notificados pelos estados que sobem hoje eram antigos. Pela primeira vez todos os estados estão com óbitos diários por milhão de habitantes com taxas menores e iguais a quatro. A análise da base SRAG de hoje vai revelar a situação dos estados com mais detalhe.

  • 29/10/2020

    Alta no Amazonas, Santa Catarina, Espirito Santo e Rio Grande do Sul. Pará, Pernambuco e Paraná em platô. Demais estados em queda. Pelos dados da base SRAG de 19/10, até essa data, todos os óbitos notificados pelos estados que sobem hoje eram antigos.

  • 30/10/2020

    Alta no Amazonas, Santa Catarina e Espirito Santo. Maranhão, Ceará, Pará e Pernambuco em platô. Demais estados em queda. Pelos dados da base SRAG de 19/10, até essa data, todos os óbitos notificados pelos estados que sobem hoje eram antigos.

  • 31/10/2020

    Alta no Amazonas, Ceará, Santa Catarina, Espirito Santo. Maranhão, Pará e Pernambuco em platô. Demais estados em queda. Pelos dados da base SRAG de 19/10, até essa data, todos os óbitos notificados pelos estados que sobem hoje eram antigos. O boletim da COVID publicado hoje pelo Estado do Amazonas relata que não há crescimento dos óbitos recentes no estado.

  • 01/11/2020

    Alta no Amazonas, Ceará, Santa Catarina, Espirito Santo. Maranhão, Pará e Pernambuco em platô. Demais estados em queda. Pelos dados da base SRAG de 19/10, até essa data, todos os óbitos notificados pelos estados que sobem hoje eram antigos. O boletim da COVID publicado hoje pelo Estado do Amazonas relata que não há crescimento dos óbitos recentes no estado.

    Fora o Amazonas cujos óbitos notificados estão distorcidos pelo lançamento de óbito antigos, todos os demais estados já estão com taxas diárias de óbitos por milhão de habitantes menor que quatro, que um bom indicativo da melhoria da situação do país.

  • 02/11/2020

    Alta no Amazonas, Ceará, Santa Catarina, Espirito Santo. Maranhão, Pará e Pernambuco em platô. Demais estados em queda. O boletim da COVID publicado hoje pelo Estado do Amazonas relata que não há crescimento dos óbitos recentes no estado.

  • 03/11/2020

    Alta no Amazonas, Ceará, Santa Catarina, Espirito Santo. Maranhão, Pará e Pernambuco em platô. Demais estados em queda. O boletim da COVID publicado hoje pelo Estado do Amazonas relata que não há crescimento dos óbitos recentes no estado.

    O valor do Rio Grande do Norte está negativo devido a um lançamento de 111 óbitos (antigos) no dia 16/10. Como a função faz amortecimento ao longo de vários dias, esse dia é levado em conta para o cálculo. Não considero erro da função, é apenas um lançamento absurdo de muitos óbitos antigos, uma situação que foge da normalidade.

  • 04/11/2020

    Alta no Amazonas, Ceará, Santa Catarina, Espirito Santo. Maranhão, Pará, Bahia e Pernambuco em platô. Demais estados em queda.

    O valor do Rio Grande do Norte está negativo devido a um lançamento de 111 óbitos (antigos) no dia 16/10. Como a função faz amortecimento ao longo de vários dias, esse dia é levado em conta para o cálculo. Não considero erro da função, é apenas um lançamento absurdo de muitos óbitos antigos, uma situação que foge da normalidade.

  • 17/11/2020

    Mato Grosso e Paraná com altas grandes de notificações, seguidos de Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e São Paulo vinham de um período longo de quedas, o mais provável que ainda seja desajustes do ataque dos hackers. No Estado de São Paulo várias cidades possuem padrão repentino de subida que coincide com o ataque do hacker, reforçando a hipótese de serem atrasos. Essa hipótese é confirmada pelo gráfico 2.11. No Paraná, entretanto, a questão é mais restrita a Curitiba. Maringá e Londrina crescem bem menos, por exemplo, após o ataque. No gráfico 2.11 do Paraná não há um "apagão", como no do Estado de São Paulo. O padrão anterior do Rio Grande do Norte não é tão certo, pois já vinha reportando muitos óbitos antigos no passado. A alta hoje nesse estado é em Areia Branca, que já liderou os óbitos no estado no começo da pandemia, mas apresenta valores negativos da curva, típicos de picos espúrios nos lançamentos dos dados. Santa Catarina, por sua vez, já mostrava possíveis sinais de alta na última edição da base SRAG. Espero que a base SRAG de amanhã saia pontualmente e esclareça essas dúvidas todas.

  • 19/11/2020

    Dados ainda com muita oscilação em vários estados, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

  • 23/11/2020

    Curiosamente são os maiores estados, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná (esse último já mostrando pequena reversão) e também Goiás que lideram a alta nas notificações. Pelo gráfico 2.11, no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Rio Grande do Sul há uma interrupção total das notificações durante o ataque que resultou numa maior intensidade de notificações depois. No Paraná não houve interrupção, mas na época o CONASS reportou problemas nas notificações diárias, que provavelmente estão refletidas nos valores do gráfico 2.11. Lembrando que nenhum desses estados possuia perspectiva de crescimento pelos dados da base SRAG do dia 16/11.

  • 24/11/2020

    Os maiores estados continuam a liderar a alta das notificações: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná (esse último já mostrando reversão) e também Goiás que se soma ao grupo. Pelo gráfico 2.11, no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Rio Grande do Sul há uma interrupção total das notificações durante o ataque que resultou numa maior intensidade de notificações depois. No Paraná não houve interrupção, mas na época o CONASS reportou problemas nas notificações diárias, que provavelmente estão refletidas nos valores do gráfico 2.11. Ainda pelo gráfico 2.11, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul aparentam ter um crescimento pequeno, mas que também pode ser causado por óbitos antigos. Pelo gráfico 2.10, o crescimento em São Paulo é no interior e um pouco na capital. No Rio de Janeiro, é na capital. No Rio Grande do Sul é na capital. Em Minas Gerais no interior. Em todos os estados que estão em crescimento, no gráfico 2.10 há um vale nas datas do apagão, um forte indício que esse evento está tendo influência no crescimento atual, sob a ótica da data de notificação dos óbitos. Lembrando que nenhum desses estados possuia perspectiva de crescimento pelos dados da base SRAG do dia 16/11.

  • 27/11/2020

    Os estados continuam a liderar a alta das notificações, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina Rio Grande do Sul e Paraná (esse último já mostrando reversão) e Goiás já apresentam valores menores para o total atenuado de hoje. Sinal que a influência do ataque dos hackers começa a reduzir. Lembrando que o Rio de Janeiro possuia muitos óbitos antigos reportados nos últimos dias de acordo com os dados da base SRAG, o que explica esse crescimento maior das notificações de óbitos nesse estado.

  • 28/11/2020

    Dos estados em crescimento no gráfico 2.6, apenas Santa Catarina e Amazonas apresentaram crescimento no valor da curva atenuada. Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espirito Santo se mantiveram estáveis, enquanto que Goiás e São Paulo reduziram os valores nominais da curva, que mesmo assim permanecem em alta. Lembrando que o Estado do Rio de Janeiro e do Amazonas divulgam relatórios diários de óbitos pela data real e em nenhum desses estados há crescimento de óbitos pela data efetiva da morte.

  • 29/11/2020

    Dos estados em crescimento no gráfico 2.6, Amazonas, Santa Catarina, Espirito Santo e Goiás aumentaram o valor nominal da curva atenuada. Rio Grande do Sul se manteve estável e houve redução no Rio de Janeiro e em São Paulo. Lembrando que o Estado do Rio de Janeiro e do Amazonas divulgam relatórios diários de óbitos pela data real e em nenhum desses estados há crescimento de óbitos pela data efetiva da morte.

  • 30/11/2020

    Dos estados em crescimento no gráfico 2.6, Amazonas, Santa Catarina, Espirito Santo aumentaram o valor nominal da curva atenuada. Rio Grande do Sul novamente se manteve estável e houve redução no crescimento no Rio de Janeiro e em São Paulo, que já se encontra em platô. Lembrando que o Estado do Rio de Janeiro e do Amazonas divulgam relatórios diários de óbitos pela data real e em nenhum desses estados há crescimento de óbitos pela data efetiva da morte.

  • 01/12/2020

    Dos estados em crescimento no gráfico 2.6, Amazonas e Rondônia aumentaram o valor nominal da curva atenuada. Paraná e Espirito Santo estão estáveis no seu crescimento e houve redução no crescimento no Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e São Paulo, que já se encontra em queda. Lembrando que o Estado do Rio de Janeiro e do Amazonas divulgam relatórios diários de óbitos pela data real e em nenhum desses estados há crescimento de óbitos pela data efetiva da morte.

  • 04/12/2020

    São Paulo está apresentando ligeira queda nas notificações nos últimos dias, o que pode significar uma redução do crescimento. O Paraná está com uma certa estabilidade, com um crescimento só nos últimos dias. Santa Catarina e Rio Grande do Sul ainda crescem muito e por serem um estados com um histórico de menor atraso nas notificações, é mais provável que esse crescimento seja real e não devido a óbitos antigos sendo lançados. Espirito Santo também cresce e como há um pequeno crescimento na base SRAG, temos que olhar com atenção também. Como sempre pode haver atraso nas notificações, só teremos confirmação dessas análises na próxima liberação na base SRAG.

  • 05/12/2020

    Crescimento forte em Santa-Catarina, Espirito Santo e Rio Grande do Sul. Paraná ficou um tempo estável e aparentemente está voltando a subir. São Paulo mantém a tendência de queda mas com menos intensidade. Lembrando que esses estados são os que estavam com crescimento REAL na última edição da base SRAG. Rio de Janeiro com queda grande nas notificações.

  • 06/12/2020

    Crescimento se mantém forte em Santa-Catarina, Espirito Santo e Rio Grande do Sul. Paraná está crescendo bastante agora. São Paulo agora encontra-se em platô com ligeira tendência de queda. Lembrando que esses estados são os que estavam com crescimento REAL na última edição da base SRAG. Rio de Janeiro continua com queda grande nas notificações.

  • 07/12/2020

    Crescimento continua forte em Santa-Catarina, Espirito Santo e Rio Grande do Sul e no Paraná. São Paulo volta a crescer, mas num ritmo menor do que os piores estados. Rio Grande do Norte também cresce. Rio de Janeiro continua com queda grande nas notificações.

  • 13/01/2021

    Comentários sobre a situação atual na seção SRAG.

Evolução por Municípios

Essa seção apresenta gráficos dos 15 municípios com maior incidência de óbitos pela COVID dentre os que possuem mais de 200 mil habitantes. Esse corte no tamanho da população visa focar nos casos mais relevantes no cenário nacional, eliminando os casos de municípios com população reduzida com um número de óbitos pequeno em termos absolutos, mas elevado quando comparado ao tamanho total da população. Temos o gráfico de óbitos absolutos e também de óbitos por milhão de habitantes, proporcional à população.

As datas atribuídas aos óbitos dessa seção seguem a metodologia internacional adotada pelo Ministério da Saúde e diversos outros países de usar a data em que o óbito foi inserido nas bases de dados e não a data na qual a pessoa efetivamente faleceu. O atraso entre a data de óbito e a data da sua inserção no sistema causa muitas distorções nos dados do Brasil. Por sorte temos a base SRAG do Ministério da Saúde, cujos dados estão detalhados nos gráficos da seção de mesmo nome desse site, que contém os óbitos classificados de forma correta, pela data na qual o paciente faleceu.

Gráfico 3.1

O gráfico abaixo de tendências do número de mortes absoluto dos 15 municípios com maior número de óbitos registrados.

 

Gráfico 3.2

O gráfico abaixo de tendências do número de mortes por milhão de habitantes dos 15 municípios com maior número de óbitos registrados.

 

Gráfico 3.3

O gráfico abaixo do número de mortes por milhão de habitantes dos 15 municípios com maior número de óbitos registrados em escala linear.

 

Gráfico 3.4

O gráfico abaixo do número de novas mortes diárias por milhão de habitantes dos 15 municípios com maior número de óbitos registrados em escala linear.

 

Gráfico 3.5

O gráfico abaixo do número de novas mortes diárias por milhão de habitantes dos 15 municípios com maior número de óbitos registrados em escala logaritma.

 

Gráfico 3.6

O gráfico abaixo do número de novas mortes diárias dos 15 municípios com maior número de óbitos registrados em escala linear.

 

Gráfico 3.7

O gráfico abaixo mostra a curva óbitos diários por milhão de habitantes das piores cidades do estado escolhido pelo usuário. Lembrando que o Distrito Federal não está listado pois nas estatísticas do SUS apenas a cidade de Brasilia aparece.

 

Análise dos Municipios

  • 01/10/2020

    Goiania, Salvador, Manaus e Belo Horizonte subindo. Rio de Janeiro, Guarulhos e Recife em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Pelo boletim diário do Estado do Amazonas, podemos constatar que o crescimento da notificação de óbitos de Manaus se deve a óbitos antigos.

  • 02/10/2020

    Goiania, Salvador, Manaus e Belo Horizonte subindo. Belém, São Luiz e Recife em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Pelo boletim diário do Estado do Amazonas, podemos constatar que o crescimento da notificação de óbitos de Manaus se deve a óbitos antigos.

  • 03/10/2020

    Manaus e Belo Horizonte subindo. Salvador, Goiânia, Belém, São Luiz e Recife em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Pelo boletim diário do Estado do Amazonas, podemos constatar que o crescimento da notificação de óbitos de Manaus se deve a óbitos antigos.

  • 04/10/2020

    Manaus e Belo Horizonte subindo. Salvador, Belém, Fortaleza e São Luiz em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Pelo boletim diário do Estado do Amazonas, podemos constatar que o crescimento da notificação de óbitos de Manaus se deve a óbitos antigos.

  • 05/10/2020

    Belém, Manaus e Belo Horizonte subindo. Salvador, Porto Alegre, Fortaleza e São Luiz em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Pelo boletim diário do Estado do Amazonas, podemos constatar que o crescimento da notificação de óbitos de Manaus se deve a óbitos antigos.

  • 06/10/2020

    Belém, Manaus, Fortaleza, e Belo Horizonte subindo. São Paulo, Salvador, Porto Alegre e São Luiz em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Pelo boletim diário do Estado do Amazonas, podemos constatar que o crescimento da notificação de óbitos de Manaus se deve a óbitos antigos.

  • 07/10/2020

    São Paulo, Manaus, Fortaleza, e Belo Horizonte subindo. Belém, Porto Alegre e São Luiz em platô. Demais cidades do mapa todas em queda.

  • 09/10/2020

    São Paulo, Manaus, Fortaleza, São Luiz e Belo Horizonte subindo. Brasília e Belém em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. São Paulo ontem reportou um número altíssimo de óbitos que, devido à ponderação da curva, provavelmente vai indicar uma alta nos próximos dias na cidade. Lembro que segundo o relatório oficial da Prefeitura de São Paulo, são óbitos antigos.

  • 10/10/2020

    São Paulo, Manaus, Fortaleza, São Luiz e Belo Horizonte subindo. Brasília e Belém em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. São Paulo ontem reportou um número altíssimo de óbitos que, devido à ponderação da curva, provavelmente vai indicar uma alta nos próximos dias na cidade. Lembro que segundo o relatório oficial da Prefeitura de São Paulo, são óbitos antigos.

  • 11/10/2020

    São Paulo, Fortaleza, São Luiz e Belo Horizonte subindo. Brasília e Belém em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. São Paulo ontem reportou um número bem elevado de óbitos nos últimos dias que, devido à ponderação da curva, provavelmente vai indicar uma alta nos próximos dias na cidade. Lembro que segundo o relatório oficial da Prefeitura de São Paulo, são óbitos antigos.

  • 12/10/2020

    São Luiz e Belo Horizonte subindo. Fortaleza e Belém em platô. Demais cidades do mapa todas em queda.

  • 13/10/2020

    São Luiz e Belo Horizonte subindo. Demais cidades do mapa todas em queda.

  • 14/10/2020

    Situação igual a de onten, São Luiz e Belo Horizonte subindo. Demais cidades do mapa todas em queda.

  • 15/10/2020

    Belo Horizonte e São Luiz em platô. Demais cidades do mapa todas em queda.

  • 16/10/2020

    Belo Horizonte subindo e São Luiz em platô. Demais cidades do mapa todas em queda.

  • 17/10/2020

    Belo Horizonte subindo. Demais cidades do mapa todas em queda.

  • 19/10/2020

    Brasília em platô. Demais cidades do mapa todas em queda.

  • 20/10/2020

    Brasília em platô. Demais cidades do mapa todas em queda.

  • 21/10/2020

    Brasília em platô. Demais cidades do mapa todas em queda.

  • 22/10/2020

    Brasília, Porto Alegre e Manaus em platô. Demais cidades do mapa todas em queda.

  • 23/10/2020

    Manaus e Porto Alegre sobem. Demais cidades do mapa todas em queda. Segundo o boletim de hoje do Estado do Amazonas, os óbitos de Manaus são antigos.

  • 24/10/2020

    Manaus, Guarulhos e Porto Alegre sobem. Campinas em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Segundo o boletim de hoje do Estado do Amazonas, os óbitos de Manaus são antigos.

  • 25/10/2020

    Manaus e Guarulhos sobem. Recife, Porto Alegre e Campinas em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Segundo o boletim de hoje do Estado do Amazonas, os óbitos de Manaus são antigos.

  • 26/10/2020

    Manaus, Belém e Guarulhos sobem. Fortaleza, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Campinas em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Fortaleza e Belém estão com índices muito baixos de mortalidade, sendo normal a flutuação para cima.

  • 27/10/2020

    Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Manaus, Belém, Campinas e Guarulhos sobem. Fortaleza em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Fortaleza, Recife e Belém estão com índices muito baixos de mortalidade, sendo normal a flutuação para cima ou para baixo. Segundo o boletim de hoje do Estado do Amazonas, não há crescimento de óbitos em Manaus por data de ocorrência do óbito, significando que esse crescimento na curva da cidade diz respeito a óbitos antigos. Segundo o boletim diário do Estado do Rio de Janeiro, também não há crescimento de óbitos por data de ocorrência, mais uma vez o aumento dos óbitos notificados ocorre devido à resolução de óbitos antigos.

  • 28/10/2020

    Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Manaus, Belém, Campinas e Guarulhos sobem. Fortaleza em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Fortaleza, Recife e Belém estão com índices muito baixos de mortalidade, sendo normal a flutuação para cima ou para baixo. A análise da base SRAG disponibilizada hoje vai esclarecer esse crescimento nesses municípios, dizendo se são óbitos antigos ou não.

  • 29/10/2020

    Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Manaus, Belém, Campinas, Guarulhos e Fortaleza sobem. Demais cidades do mapa todas em queda. Fortaleza, Recife e Belém estão com índices muito baixos de mortalidade, sendo normal a flutuação para cima ou para baixo.

  • 30/10/2020

    Rio de Janeiro, Recife, Manaus, Belém, Campinas, Guarulhos e Fortaleza sobem. Demais cidades do mapa todas em queda. Fortaleza, Recife e Belém estão com índices muito baixos de mortalidade, sendo normal a flutuação para cima ou para baixo.

  • 31/10/2020

    Rio de Janeiro, Recife, Manaus, Belém, Campinas e Fortaleza sobem. Demais cidades do mapa todas em queda. Fortaleza, Recife e Belém estão com índices muito baixos de mortalidade, sendo normal a flutuação para cima ou para baixo. Pelo boletim da COVID de hoje da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, o crescimento dos óbitos da cidade do Rio de Janeiro acontece devido a óbitos antigos. O boletim de hoje do Estado do Amazonas, por sua vez, relata que não há crescimento dos óbitos recentes em Manaus.

  • 01/11/2020

    Rio de Janeiro, Recife, Manaus, Belém e Fortaleza sobem. Campinas em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Fortaleza, Recife e Belém estão com índices muito baixos de mortalidade, sendo normal a flutuação para cima ou para baixo. Pelo boletim da COVID de hoje da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, o crescimento dos óbitos da cidade do Rio de Janeiro acontece devido a óbitos antigos. O boletim de hoje do Estado do Amazonas, por sua vez, relata que não há crescimento dos óbitos recentes em Manaus.

  • 02/11/2020

    Rio de Janeiro, Recife, Manaus, Belém e Fortaleza sobem. Porto Alegre (oscilando muito) e Campinas em platô. Demais cidades do mapa todas em queda. Fortaleza, Recife e Belém estão com índices muito baixos de mortalidade, sendo normal a flutuação para cima ou para baixo. Pelo boletim da COVID de hoje da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, o crescimento dos óbitos da cidade do Rio de Janeiro acontece devido a óbitos antigos. O boletim de hoje do Estado do Amazonas, por sua vez, relata que não há crescimento dos óbitos recentes em Manaus.

  • 03/11/2020

    Rio de Janeiro, Goiânia, Recife, Manaus, Belém e Fortaleza sobem. São Luiz em platô (com índice praticamente zero de óbitos). Demais cidades do mapa todas em queda. Fortaleza, Recife e Belém estão com índices muito baixos de mortalidade, sendo normal a flutuação para cima ou para baixo. Pelo boletim da COVID de hoje da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, o crescimento dos óbitos da cidade do Rio de Janeiro acontece devido a óbitos antigos. O boletim de hoje do Estado do Amazonas, por sua vez, relata que não há crescimento dos óbitos recentes em Manaus.

  • 04/11/2020

    Rio de Janeiro, Goiânia, Recife, Manaus, Belém e Fortaleza sobem. São Paulo, São Luiz em platô (com índice praticamente zero de óbitos). Demais cidades do mapa todas em queda. Fortaleza, Recife e Belém estão com índices muito baixos de mortalidade, sendo normal a flutuação para cima ou para baixo.

  • 17/11/2020

    Curitiba e São Paulo com altas significativas nas notificações, também após longos períodos de quedas. O mais provável é que sejam acertos em função do ataque dos hackers. Aguardando a base SRAG de amanhã para esclarecer melhor.

  • 19/11/2020

    Dados ainda com muita oscilação em vários estados, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

  • 23/11/2020

    As cidades de maior alta são Goiânia, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba (essa última já revertendo a subida). As três cidades fazem parte dos estados que mais foram afetados pela interrupção dos hackers. Também aguardando a base SRAG para entender a dinâmica dessas cidades.

  • 24/11/2020

    As cidades de maior alta são Goiânia, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba (essa última já em queda). As três cidades fazem parte dos estados que mais foram afetados pela interrupção dos hackers. Também aguardando a base SRAG para entender a dinâmica dessas cidades.

  • 27/11/2020

    As altas do Rio de Janeiro e Goiânia começam a ceder, mas Manaus e Porto Alegre seguem aumentando. Curitiba reverteu completamente a subida e cai agora.

  • 28/11/2020

    A alta de Manaus se intensifica, a do Rio de Janeiro permanece estável em relação a ontem, mas Goiânia, Manaus e Porto Alegre seguem em redução do crescimento do valor nominal da curva atenuada no gráfico 3.4. Curitiba reverteu completamente a subida e cai agora. Lembrando que os Estados do Rio de Janeiro e Manaus divulgam diariamente relatórios com dados de óbitos pela data real do óbito e em nenhum desses estados há alta de óbitos nas capitais se ordenados pela data efetiva do óbito.

  • 29/11/2020

    A alta de Manaus e Rio de Janeiro se intensificam. Porto Alegre e Goiânia reduzem o crescimento no valor nominal da curva atenuada no gráfico 3.4. Curitiba reverteu completamente a subida e cai agora. Lembrando que os Estados do Rio de Janeiro e Manaus divulgam diariamente relatórios com dados de óbitos pela data real do óbito e em nenhum desses estados há alta de óbitos nas capitais se ordenados pela data efetiva do óbito.

  • 30/11/2020

    A alta de Manaus permanece estável, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Goiânia reduzem o crescimento e se aproximam de um platô em relação a ontem no valor nominal da curva atenuada no gráfico 3.4. Curitiba reverteu completamente a subida e cai agora. Lembrando que os Estados do Rio de Janeiro e Manaus divulgam diariamente relatórios com dados de óbitos pela data real do óbito e em nenhum desses estados há alta de óbitos nas capitais se ordenados pela data efetiva do óbito.

  • 01/12/2020

    Rio de Janeiro e Manaus reduzem a intensidade do crescimento e Goiânia e Porto Alegre passam a descer em novos óbitos diários na curva atenuada no gráfico 3.4. Lembrando que os Estados do Rio de Janeiro e Manaus divulgam diariamente relatórios com dados de óbitos pela data real do óbito e em nenhum desses estados há alta de óbitos nas capitais se ordenados pela data efetiva do óbito.

  • 03/12/2020

    Só há crescimento em Fortaleza, Recife e Salvador. Nessas três cidades, pelos dados da última base SRAG o volume de óbitos está muito baixo e estável faz tempo. Se for algum aumento real, provavelmente deve ser algo passageiro, pelo histórico das cidades que já estão estáveis faz tempo no Brasil.

  • 05/12/2020

    Crescimento continua em Fortaleza, Recife e Salvador. Nessas três cidades, pelos dados da última base SRAG o volume de óbitos está muito baixo e estável faz tempo. Curitiba volta a subir. Porto Alegre permanece em queda, mesmo com a subida forte no estado. Florianópolis não aparece nos gráficos da seção de municípios, pois o crescimento em Santa Catarina é no interior, conforme o gráfico 2.10 mostra.

  • 06/12/2020

    Crescimento em Fortaleza, Recife, Belém e Salvador. Nessas quatro cidades, pelos dados da última base SRAG o volume de óbitos está muito baixo e estável faz tempo. Campinas e Curitiba voltam a subir. Porto Alegre permanece em ligeira queda, mesmo com a subida forte no estado. Florianópolis não aparece nos gráficos da seção de municípios, pois o crescimento em Santa Catarina é no interior, conforme o gráfico 2.10 mostra.

  • 07/12/2020

    Crescimento em Fortaleza, Recife, Belém e Salvador. Nessas quatro cidades, pelos dados da última base SRAG o volume de óbitos está muito baixo e estável faz tempo. Campinas e Curitiba voltam a subir. Brasilia com leve subida. Porto Alegre permanece em ligeira queda, mesmo com a subida forte no estado. Florianópolis não aparece nos gráficos da seção de municípios, pois o crescimento em Santa Catarina é no interior, conforme o gráfico 2.10 mostra.

  • 08/12/2020

    Crescimento em Fortaleza, Recife, Salvador, Campinas e Curitiba, Porto Alegre e São Paulo. Florianópolis não aparece nos gráficos da seção de municípios, pois o crescimento em Santa Catarina é no interior, conforme o gráfico 2.10 mostra. Pelo boletim da Cidade de São Paulo, houve lançamento de muitos óbitos antigos nos últimos dias.

  • 13/01/2021

    Comentários sobre a situação atual na seção SRAG.

Óbitos por data da morte e Internações - Dados de Sindrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

Essa seção apresenta gráficos dos óbitos diários organizados pela data efetiva do óbito e não pela data da notificação. Esses dados foram obtidos pela base de dados do Ministério da Saúde de SRAG (Sindrome Respiratória Aguda Grave), que reúne as todas as doenças respiratórias. Essa base é disponibilizada semanalmente pelo Ministério da Saúde. Estamos apresentando no momento os dados do Brasil, os dados de todos os estados, bastando o visitante escolher o estado a ser visualizado na opção abaixo. Também apresentamos um Box Plot, usualmente traduzido como Diagrama de Caixa com as estatística dos atrasos entre a data do óbito e a data em que o óbito é inserido no sistema para os últimos 30 dias.

Da mesma forma com que o gráfico de óbitos pela data de notificação muitas vezes dá uma impressão que há um crescimento das mortes maior, especialmente no Brasil, onde as notificações diárias englobam confirmações de mortes de datas mais distantes, o gráfico por data efetiva da morte também pode dar a falsa ilusão que o pior já passou. Como os óbitos mais recentes normalmente demoram a serem confirmados pelos exames, o número de óbitos nas datas recentes no gráfico quase sempre ainda não é o valor final. O desafio é analisar esses gráficos de vários ângulos. Um dos principais ângulos é entender como se comporta o atraso da notificação da morte, ou seja, quanto tempo demora para o óbito aparecer nas estatísticas após a data efetiva da morte. Isso é feito pelo box plot, mencionado no parágrafo anterior. Olhando-se conjuntamente o gráfico de óbitos por data real, o de óbitos por data de notificação e novamente o box plot, podemos ter uma visão com um pouco menos de incertezas sobre a evolução da COVID.

Gráfico 4.1

O gráfico abaixo mostra os óbitos confirmados nas últimas duas versões da base pela data efetiva do óbito do Brasil. As barras em azul são os óbitos que já estavam presentes na base da semana passada (até 18/01/2021), enquanto que os totais em vermelho foram os que surgiram na última versão, datada de 25/01/2021.

 

Gráfico 4.2

O gráfico abaixo mostra a comparação entre os óbitos por data de ocorrência com a curva atenuada dos óbitos por data de notificação, onde o atraso das notificações fica evidente.

 

Gráfico 4.3

O gráfico abaixo mostra os óbitos confirmados nas últimas duas versões da base pela data efetiva do óbito do estado que o usuário escolher. As barras em azul são os óbitos que já estavam presentes na base da semana passada (até 18/01/2021), enquanto que os totais em vermelho foram os que surgiram na última versão, datada de 25/01/2021.

 

Gráfico 4.4

O gráfico abaixo mostra os óbitos confirmados nas últimas duas versões da base pela data efetiva do óbito dentre os 40 maiores municípios do Brasil, que incluem todas as capitais, que o usuário escolher. As barras em azul são os óbitos que já estavam presentes na base da semana passada (até 18/01/2021), enquanto que os totais em vermelho foram os que surgiram na última versão, datada de 25/01/2021.

 

Atraso das Notificações de Óbitos

Os próximos gráficos são importantes para entendermos o comportamento do atraso das notificações, que é o tempo entre a data do óbito e o seu registro no sistema do SUS. O grande atraso nas notificações faz com que os gráficos de óbitos por data de notificação usualmente tragam uma visão pessimista, pois os óbitos lançados em um dia normalmente englobam muitos óbitos que ocorreram há muito tempo. De forma análoga, faz com que os gráficos de óbitos por data real tenham uma visão otimista, já que nem todos óbitos estão registrados, podendo dar a impressão de haver uma queda nos óbitos. O box-plot permite entender a relação entre os dois gráficos e como o atraso nas notificações pode estar distorcendo ambos gráficos.

Para dar uma visão mais precisa, dividimos o gráfico do box-plot em dois. Um para os casos dados como encerrados e outro para os óbitos ainda em aberto no sistema do SUS.

O atraso nas notificações é muito relacionado ao processo de notificação de óbitos do SUS. Os hospitais preenchem uma ficha sobre o caso, que no pior caso pode ser em papel, que vai sendo atualizada de acordo com a evolução do paciente. Na base de dados há a informação da data do óbito e a data quando o registro foi inserido no sistema do SUS. O atraso é calculado como a diferença entre essas duas datas. Esse gráfico é meio diferente, chamado de box plot ou diagrama da caixa. Cada linha vertical dele é a distribuição de valores que o atraso apresenta para cada um dos itens em destaque no gráfico. Na Wikipedia tem um artigo que explica esse gráfico em Português.

Vou traduzir o que esse gráfico do Brasil de exemplo ao lado está dizendo: Que a mediana do atraso entre a data da morte e a digitação do registro no sistema do SUS é de 6 dias para o Brasil. Ela está representada como a linha horizontal que divide o retângulo em duas partes. A mediana é um tipo especial de média (estatísticos, é pra simplificar e não ser rigoroso, ok?), significa que esse é o tempo mais comum do atraso. Outro indicador importante no nosso caso é o "terceiro percentil", que indica o valor máximo que divide 75% dos dados disponíveis. Esse valor, no gráfico de exemplo é de 13 dias. É a parte superior do retângulo. Isso significa que 75% dos óbitos são notificados em até 13 dias, no exemplo. Esses dois números são muito usados para indicar quais são as expectativas mais razoáveis para uma determinada variável.

Dessa forma, pegando-se o valor do terceiro quartil, chegaríamos a conclusão no exemplo é bastante usual que os óbitos estejam refletidos no sistema do SUS entre 6 e 13 dias, pois isso englobaria 75% dos casos que foram analisados. O gráfico mostra que o valor máximo em "condições normais" (não vou entrar nesse mérito) ficaria em 29 dias. Condições excepcionais levaram a atrasos superiores de até 70 dias no exemplo, mas são casos mais raros. Qual seria o resumo desse exemplo? Que é razoável pensarmos que cerca de 75% dos óbitos ocorridos até hoje, estejam no sistema do SUS em em 13 dias. Se quisermos um valor super preciso, seria necessário um período maior, de 29 dias. Mas se quisermos englobar até as situações atípicas, que são os casos raros que fogem do padrão comum, o atraso pode ultrapassar 70 dias.

box-plot

Gráfico 4.5

O gráfico abaixo com Box Plots do atraso do Brasil e de todos os estados para os óbitos classificados como encerrados que foram digitados no sistema do SUS nos 30 dias anteriores à divulgação da base SRAG.

 

Gráfico 4.6

O gráfico abaixo com Box Plots do atraso do Brasil e de todos os estados para os óbitos ainda não encerrados.

 

Internações na base SRAG

Nessa seção iremos mostrar as informações de internações presentes na base SRAG.

Gráfico 4.7

O gráfico abaixo mostra as internações registradas em todo Brasil separadas pelo tipo de Evolução do paciente. Conseguimos separar os pacientes que foram curados (CURA), os que vieram a óbito por COVID (OBITO COVID), por outras doenças respiratórias consideradas SRAG (OBITOS OUTRAS SRAG), do que possuiam uma SRAG mas faleceram por outro motivo (OBITO OUTRAS CAUSAS), os pacientes que não se sabe se tiveram alta ou vieram a óbito (IGNORADO), os óbitos que ainda estão em investigação para determinar a causa da morte (OBITO EM INVESTIGACAO). Por fim, temos os casos em aberto (EM ABERTO), que são pacientes em que a base não informa qual foi o desfecho do caso. Nas internações mais recentes provavelmente os casos em aberto são pacientes que continuam internados. Nas internações mais antigas é possível que sejam internações onde o hospital não comunicou ao Ministério da Saúde a alta do paciente. É possível afirmar isso pois os óbitos da base SRAG são muito próximos dos registrados nos registro civil, mostrando que não há uma disparidade nos óbitos.

 

Gráfico 4.8

O gráfico abaixo mostra as internações registradas em um estado específico, que o usuário escolher na barra abaixo, separadas pelo tipo de Evolução do paciente.

 

Gráfico 4.9

O gráfico abaixo mostra as internações registradas em um estado específico, que o usuário escolher na barra abaixo, separadas pelo tipo de Evolução do paciente para os 40 maiores municípios do Brasil, que incluem todas as capitais.

 

Gráfico 4.10

O gráfico abaixo mostra as internações registradas em todo Brasil na penultima edição da base SRAG e as novas internações que surgiram na última edição.

 

Gráfico 4.11

O gráfico abaixo mostra as internações registradas em um estado específico, que o usuário escolher na barra abaixo, da penultima edição da base SRAG e as novas internações que surgiram na última edição.

 

Gráfico 4.12

O gráfico abaixo mostra as internações registradas em um estado específico, que o usuário escolher na barra abaixo, da penultima edição da base SRAG e as novas internações que surgiram na última edição, para os 40 maiores municípios do Brasil, que incluem todas as capitais.

 

Gráfico 4.13

O gráfico abaixo mostra a mortalidade por COVID dos pacientes internados em todo Brasil. Esse percentual não considera os óbitos por outras SRAG que não sejam COVID ou por portadores do Corona virus que morreram de outras causas.

 

Gráfico 4.14

O gráfico abaixo mostra a mortalidade por COVID dos pacientes internados em um estado específico, que o usuário escolher na barra abaixo. Esse percentual não considera os óbitos por outras SRAG que não sejam COVID ou por portadores do Corona virus que morreram de outras causas.

 

Gráfico 4.15

O gráfico abaixo mostra a mortalidade por COVID dos pacientes internados em um municipio específico, que o usuário escolher na barra abaixo, para os 40 maiores municípios do Brasil, que incluem todas as capitais. Esse percentual não considera os óbitos por outras SRAG que não sejam COVID ou por portadores do Corona virus que morreram de outras causas.

 

Outras análises na base SRAG

Gráfico 4.16

O gráfico abaixo mostra o percentual dos óbitos de cada diferente classificação de SRAG, inclusive a COVID, no Brasil e em todos os estados.

 

Análise dos óbitos por data efetiva da morte

  • 09/06/2020

    Ainda estamos rodando esses novos gráficos para poucos estados e para o Brasil, pretendemos expandir para outros estados e provavelmente municípios também. Os dados indicam que o pico do Brasil teria sido no dia 12/05, Pernambuco por volta do dia 08/05. Rio de Janeiro perto do dia 05/05 e São Paulo em torno do dia 18/05. Minas Gerais e Paraná, por terem um número muito menor de casos, não tem uma curva definida. Os picos dos outros estados estão se mantendo nesses poucos dias de observação. Os novos óbitos que foram confirmados desde a primeira versão dos gráficos não alterou a característica dos picos nem um pouco.

  • 10/06/2020

    O fato do pico do Brasil encontrar-se há cerca de 30 dias atrás, o que é próximo do tempo de atraso necessário para que todos os óbitos estejam presentes, é um bom sinal, mas não é o bastante para termos certeza que esse cenário não vai mudar. Outro sinal positivo é que o pico se deslocou apenas 4 dias para a frente, metade da dirença de tempo entre as bases do dia 01/06 e 09/06, o que é um bom indício que o pico pode estar cada vez mais para trás do momento atual. O número de novos óbitos tem que cair e os valores do box plot continuarem menores do que a distância do pico para esse cenário se manter. Lembro que apenas o início da análise nessa nova (e preciosa) fonte de informações, que está sendo incorporada ao conjunto de indicadores dos demais gráficos do site. Torço muito que a base SRAG continue sendo atualizada com frequência.

    Como o Estado do Rio de Janeiro passou a publicar os óbitos pela data efetiva da morte, podemos remover o que chamávamos de casos suspeitos, pois tivemos uma curva oficial para comparar. Com isso, notamos que há uma diferença grande entre o total de óbitos notificados e os que estão com data definida. Para o dia 09/06/2020, a última data que tivemos à base SRAG, o Ministério da Saúde comunicou que haviam 38.406 óbitos no país, entretando só encontramos 32.136 com data definida na base, gerando uma diferença de 6.270 obitos, que representam 16% dos mortos.

  • 17/06/2020

    Finalmente temos uma base nova, já que a do dia 16/06 foi acertada hoje pelo Ministério da Saúde. O mesmo padrão de atraso geral das notificações se mantém para o Brasil mas há estados com atrasos gigantescos, como Maranhão, Amapá, Alagoas, Acre e Pará. Alguns estados melhoraram o atraso, por exemplo São Paulo. O gráfico box plot mostra que a distribuição atual dos atrasos na base, resultante da atualização da base SRAG.

    A minha teoria que o pico do Brasil se move lentamente para frente vai se confirmando, pois quando há notificações de óbitos que são anteriores ao dia de mais óbitos que aumentam graduamente até cruzamento do pico, há mais óbitos lançados no lado direito do pico do que no direito, o que faz com o que o pico se desloque um pouco no tempo. A ótima notícia é que nos 7 dias de diferença entre as bases do dia 09 e do dia 16, o pico só adiantou um ou dois dias, mostrando que a tendência é que ele fique cada vez mais para trás. Ou seja, por causa dos atrasos aparentemente não temos um pico estático no Brasil e em alguns estados, como mostro no próximo parágrafo, mas picos que se adiantam lentamente para frente. Nos estados com menos atrasos, o pico mantém-se estático até o momento.

    O pico de São Paulo apresenta uma base bem larga, sendo mais difícil determinar o centro do pico exatamente. É provável que tenha se adiantado uns dias para frente, mas o avanço seria menor do que sete dias, o intervalo de tempo entre as extrações das bases, o que mostra que também está ficando para trás. No Ceará, Paraíba, Pará, Pernambuco, o pico também avança mais lentamente do que o decorrer do tempo. Amazonas e Rio de Janeiro com o picos inalterados desde o dia 9, o que é um excelente sinal. No Maranhão o volume absurdo de exames atrasados, aparentemente indica agora que o pico estaria no início de Maio, mas com tanto atraso, é difícil ter confiança na organização dos exames do estado. Para os demais estados ainda é cedo para fazer uma análise de pico, seja pelo baixo volume de óbitos, ou pelo crescimento recente das mortes.

  • 23/06/2020

    O pico do Brasil se move para frente muito vagarosamente e claramente está cada vez mais distante da data de hoje. Diria que hoje ele estaria em torno do dia 14/05. O que faz o pico mover pra frente é o volume de óbitos antigos, anteriores ao pico, que mudam o seu topo para frente. Esse volume de óbitos antigos diminuiu na última semana. Alguns estados reduziram bastante o atraso das notificações, por exemplo São Paulo, como o gráfico box plot, número 4.3, mostra. No mesmo gráfico, nota-se que também que o atraso de alguns estados é vergonhoso: Maranhão, é o pior caso longe, mas Acre, Amapá, Pará, Espirito Santo e Rondônia apresentam prazos mais longos de notificação.

    Alguns estados estão com picos bem definidos no passado: Amazonas, Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro. Havendo redução nas notificações de óbitos nesses estados, a tendência é esses picos ficarem para trás, avançando um pouco se houver muitos óbitos antigos para serem apurados. Mesmo com os picos ficando para trás, por causa do atraso, não podemos afirmar que o aumento das notificações atual no Rio de Janeiro está relacionada com óbitos recentes ou são antigos que estão sendo apurados. Para termos uma certeza maior da queda, o pico da SRAG tem que estar ficando para trás e o número de novas notificações tem que estar reduzindo.

    É importante lembrar que quanto menor o atraso das notificações, maior certeza temos da estabilidade do pico. Por exemplo, os atrasos nas notificações no Maranhão são tão grandes, vide o gráfico 4.3, que dão pouca garantia que não há um número grande de óbitos a ser lançado, que mudaria completamente o cenário que o gráfico de mortes por data real mostra.

    Já São Paulo e Bahia, os picos estão um pouco mais próximos, mas não tanto quanto os estados em crescimento franco. Esses dois estados estão com atrasos bem menores nas notificações. O desafio de São Paulo e Bahia é deter o crescimento no interior, principalmente. Também precisamos da redução das próximas notificações de óbitos e obervar o pico ficando mais para trás para termos mais evidências da queda.

    Por fim, há um gráfico novo, o 4.4, que mostra o percentual de óbitos por tipo de síndrome respiratória. Muitos estados que possuem poucos óbitos por COVID, apresentam um elevado percentual de óbitos SRAG sem causas específicas, por exemplo: Mato Grosso, Minas Gerais e Santa Catarina. Pior ainda é o Pará, que teve um elevado número de óbitos COVID, ou o Rio Grande do Norte, que cresce bastante hoje, mas mesmo assim possuem um grande percentual de óbitos SRAG de causas desconhecidas.

  • 30/06/2020

    O pico do Brasil está estacionado agora em torno do dia 14/05 ou 15/05, praticamente igual ao que a base da semana passada falava. O atraso do Brasil e dos estados não apresentou muitas alterações desde a semana passada.

    Alguns estados estão com picos bem definidos no passado e não se movimentaram para frente na última semana: Amazonas, Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro. Havendo redução nas notificações de óbitos nesses estados, a tendência é esses picos ficarem para trás. Como esses picos estão ficando cada vez mais para trás e o atraso nos óbitos está praticamente constante, diria que a estabilidade deles está aumentando.

    São Paulo e Bahia continuam na mesma situação da semana passada. Os picos estão um pouco mais próximos, mas não tanto quanto os estados em crescimento franco. Esses dois estados estão com atrasos bem menores nas notificações. O desafio de São Paulo e Bahia é deter o crescimento no interior, principalmente. Também precisamos da redução das próximas notificações de óbitos e obervar o pico ficando mais para trás para termos mais evidências da queda.

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    Os estados ainda em crescimento, tais como Distrito Federal, Espirito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Piaui, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins, ainda não é possível determinar um pico estável nos dados de óbitos reais.

  • 01/07/2020

    O gráfico de box plot foi dividido em dois, separando os casos fechados dos casos abertos. Há muitos casos antigos ainda abertos e esse número está razoavelmente estável. Em 23/06 eram 3793 óbitos em aberto e agora em 30/06 são 3647, uma pequena redução.

  • 07/07/2020

    O pico de óbitos por data efetiva da morte mantém-se próximo ao dia 15/05, confirmando a sua estabilidade. Como o box-plot do Brasil mostra que, fora os outliers, 100% dos óbitos são resolvidos em até 39 dias e o pico já está a mais de 50 dias para trás, a menos que haja alguma grande mudança no cenário do Brasil, é provável que tenha ficado para trás mesmo. O final do platô de São Paulo hoje encontra-seem torno do dia 23/06, portanto cerca de 15 dias atrás e o box-plot dos atrasos mostra que houve uma melhora grande nos prazos e hoje 75% dos óbitos são resolvidos em até 12 dias. Ou seja, o final do platô ainda está próximo, mas ficou mais distante do que na base divulgada na passada, quando estava apenas a 9 dias atrás da data de publicação da base. Na Bahia, o platô ainda está muito próximo e não podemos afirmar muita coisa.

    Os estados que estavam estáveis na semana passada: Amazonas, Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro continuam na mesma situação, com o pico ficando mais distante e mais consolidado com tempo, se as condições atuais se mantiverem. Alguns estados podem estar iniciando uma queda com base na data efetiva do óbito, por exemplo Distrito Federal, Espirito Santo, Paraíba, Rondônia e Roraima, mas ainda é cedo para qualquer conclusão e temos que esperar as próximas semanas para verificar se existe alguma tendência de estabilização do pico. Os demais estados ainda estão com ritmo forte de crescimento ou com o pico real muito próximo em relação ao atraso e não podemos afirmar nada ainda.

  • 16/07/2020

    O pico do Brasil permanece próximo ao dia 15/05, confirmando cada vez mais a sua estabilidade pois já está praticamente há 60 dias atrás e, segundo a última versão do box-plot, 100% dos óbitos no Brasil são aferidos em até 42 dias. Se não houver nenhuma mudança grande no quadro do Brasil, está cada vez mais provável que esse pico se mantenha

    No caso de São Paulo, podemos ver que os novos óbitos lançados na última semana (em vermelho no gráfico) transformaram o antigo platô que terminava em torno do dia 23/06 em um pico em torno do dia 13/06 (numa visão até pessimista). Com isso, esse pico estaria próximo há 30 dias dos dias de hoje e, mais uma vez segundo o box-plot do estado, 100% dos óbitos são apurados em até 29 dias. Ou seja, este pico está mais consolidado, numa visão fria dos números. Mas temos que lembrar que o crescimento da epidemia hoje é no interior dos estados e o interior de São Paulo representa mais do que 50% da população do estado (o restante está na cidade de São Paulo e na sua região metropolitana). Portanto, temos que ser cautelosos em afirmar que o pico de São Paulo está consolidado. Melhor aguardar as próximas versões da base SRAG antes de tirarmos alguma conclusão.

    Os estados estáveis, continuam na mesma situação: Amazonas, Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro. Já o Amapá, Espirito Santo, Rio Grande do Norte, Rondônia e Roraima podem estar começando uma redução, mas ainda é cedo para qualquer conclusão. Os demais estados ainda estão em crescimento forte ou com um pico muito próximo do dia 14/04 (data de divulgação da base) e não podemos afirmar nada.

  • 24/07/2020

    Pico do Brasil cada vez mais consolidado (vide análise do dia 16/07). Em São Paulo o pico em torno dia 13/06 está um pouco mais desenhado. O box-plot 100% dos óbitos (exceto outliers) são resolvidos em até 29 dias e 75% dos óbitos são resolvidos em 13 dias, a tendência é que poucos novos óbitos sejam encontrados em datas próximas a esse pico em formação. A tendência mais provável é que ele vá se consolidando ao longo do tempo, caso não haja nenhuma mudança grande no cenário do estado.

    Os estados estáveis, continuam na mesma situação: Amazonas, Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro. Já o Acre, Amapá, Espirito Santo, Mato Grosso, Paraiba, Rio Grande do Norte, Rondônia e Roraima estão com um pico ficando mais claro, mas ainda é cedo para qualquer conclusão definitiva. Os demais estados ainda estão em crescimento forte ou com um pico muito próximo do dia 14/04 (data de divulgação da base) e não podemos afirmar nada.

  • 05/08/2020

    Hoje foi liberada a base SRAG do dia 03/08 e a base anterior é o dia 29/06. O Pico do Brasil continua firme em torno da 14/05, cada vez mais consolidado. Em São Paulo o desenho do pico perto do dia 13/06 mais definido, mas temos um pico secundário próximo do dia 13/07. Como o box-plot desse estado mostra que 75% dos óbitos estão sendo processados em até 14 dias, ainda há alguma chance desse pico crescer um pouco, mas acho difícil que ultrapasse o pico do dia 13/06, uma vez que a atualização do óbitos antigos está sendo bem menor nos último dias.

    Os estados estáveis, continuam na mesma situação: Amazonas, Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro. Acreditamos que podemos dizer que a tendência é que Acre, Amapá, Espirito Santo, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rondônia e Roraima já estejam consolidados, pela comparação da data dos picos nos gráficos e o padrão dos atrasos reportados nos respectivos box-plots. Os demais estados ainda não podemos afirmar muita coisa ainda.

  • 19/08/2020

    O pico do Brasil totalmente consolidado entre o dia 14 e 25 de maio, mas o formato da curva continua igual. Surgiram casos antigos no dia 22 e 25, que fazem parte do período máximo do Registro Civil. O dia de valor máximo se deslocou do dia 14 para o dia 22 em função de óbitos antigos lançados entre o dia 22 e 25, o que não significa que toda a curva "andou para frente".

    O segundo pico de SP, em torno do dia 14/07 cresceu na última semana, chegando mais próximo do antigo máximo em junho (seja dia 1 ou dia 13). Acreditamos que esse novo pico do dia 14/07 deva aumentar muito pouco (na semana passada cresceu cerca de 5 óbitos), pois 100% dos óbitos de São Paulo estão sendo resolvidos em 32 dias e 75% em 14 dias. Como o patamar de óbitos a partir do dia 28/07 está bem inferior ao da semana anterior,75% dos óbitos são resolvidos em 14 dias, poucos óbitos serão lançados no "platô" mais alto da curva e distribuídos ao longo de um período de 18 dias (a diferença de tempo entre a resolução de 75% e 100%), o mais provável é que o degrau do final de julho se mantenha, caso não haja uma mudança brusca no cenário do estado.

    Acreditamos que os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Espirito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e Roraima estejam bem consolidados. São Paulo e Sergipe tem chance de estarem com picos formados mas com menos certeza.

  • 09/09/2020

    Faz tempo que não atualizo a análise da base SRAG, mas finalmente faço hoje com a liberação da base do dia 07/09 hoje. A curva do Brasil está extremamente consolidada em torno da terceira semana de maio, com pequenas variações da data exata do pico em função da apuração de casos antigos nas datas dessa semana, cujos totais estão sendo atualizados até hoje.

    O número de estados com o pico consolidado aumentou: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espirito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, São Paulo e Sergipe. Portanto, 18 estados onde seria extremamente difícil qualquer alteração nos picos, se as condições da evolução da doença permanecerem próximas às condições atuais.

    Nos três estados da Região Sul, há picos na primeira semana de agosto e os respectivos box plots mostram que os todos os óbitos vão sendo apurados em torno de 30 dias. Com isso, tais picos estariam em datas em torno do tempo máximo de apuração, o que indica uma boa tendência que se mantenham. No Paraná essa certeza é um pouco menor, em função dos óbitos recentes. Em Minas Gerais e na Região Centro-Oeste há mais incerteza, devido ao grande volume de óbitos recentes em todos os estados. Entretanto, é possível ver primeiros sinais de formação de picos em datas recentes, portanto com mais instabilidade, no Distrito Federal, Mato Grosso e Tocantins. A formação desses picos, mesmo que provisórios e instáveis, já é um primeiro sinal de melhoria nesses estados, mas ainda com alguma incerteza.

  • 20/09/2020

    Segundo a base do dia 14/09, a curva do Brasil continua extremamente consolidada na terceira semana de maio. A queda da curva é nítida e constante a partir do início de julho.

    Os 18 estados que estavam bem com pico definido na última versão da base SRAG, continuam estáveis: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espirito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, São Paulo e Sergipe. Os picos do Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Santa Catarina e Tocantins podem estar estar se consolidando.

    Ainda não observamos sinais de redução em Goiás. No Paraná, houve uma redução mas depois voltou a crescer. No Tocantins, embora haja uma redução desde 21/08, é muito recente para afirmar que haja alguma redução de fato.

  • 23/09/2020

    Segundo a base do dia 21/09, a curva do Brasil continua extremamente consolidada na terceira semana de maio. A queda da curva é nítida e constante a partir do início de julho.

    Uma análise muito preliminar na base SRAG mostra que os únicos estados que podem estar com estabilidade nos óbitos diários são Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. Os demais estados estão mostrando queda.

  • 30/09/2020

    Apenas os estados do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul tem alguma chance de estarem estáveis e com alguma possibilidade de ainda ter uma eventual subida. Lembrando que Minas Gerais e Rio Grande do Sul apresentam quedas no gráfico, mas são quedas muito recentes que podem ser anuladas pelo atraso dos óbitos. Demais estados sem o menor sinal de alta no horizonte, com a imensa maioria com picos bem definidos e fixos no passado.

    Com exceção dos quatro estados citados no parágrafo anterior, as altas atuais nas notificações de óbitos de todos os demais estados ocorrem por confirmação de óbitos antigos. A queda na curva do Brasil, gráfico 4.1, que desceu praticamente 50% desde o final de julho de forma constante é a maior prova que estamos com uma queda consistente no país.

    Por um bom tempo havia uma diferença na casa de 7.000 óbitos a mais nas notificações do Ministério da Saúde do que os encontrados na base SRAG. Na edição dessa semana, a base SRAG totalizava 135.539 óbitos, enquanto o Ministério da Saúde totalizava 137.272 notificações no dia 21/09, data de extração da base. A diferença nunca foi tão pequena.

  • 14/10/2020

    Análise inicial: Há bastante óbitos antigos e nenhum sinal de crescimento em estados que apresentaram crescimento recente: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Piaui e Rio de Janeiro. Também não há sinal de crescimento em nenhum outro estado. Muitos estados ainda reportam óbitos antigos, mas os que reportaram uma quantidade maior, à primeira vista, são: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piaui, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

    Apenas as altas nas notificações do Distrito Federal, Espirito Santo e do Rio Grande do Sul, que já foram revertidas, numa primeira análise, não são explicadas por óbitos antigos claramente.

  • 28/10/2020

    Ainda há muitos estados reportando óbitos antigos mas só detectei alta no Amazonas, provavelmente concentrada em Manaus, e outra muito leve no Espirito Santo. Num cálculo aproximado, Manaus teria subido de cerca de uma média entre 4 a 5 óbitos diários para cerca de 8, lembrando que o pico de óbitos na cidade foi acima de 70 óbitos diários no final de abril. Antes que perguntem, não é uma segunda onda, é uma flutuação normal da doença, que não é uma função matemática sempre crescente ou em queda. Lembrando que Manaus é uma cidade de pouco menos de 2 milhões de habitantes e está totalmente aberta desde julho.

    Evidentemente, se o crescimento em Manuas continuar, indicará problema, aparentemente está estável nesse patamar, mas como são óbitos recentes não dá pra afirmar ainda que essa estabilidade é permanente.

    Em Santa Catarina houve uma pequena flutuação que a mídia está tratando como aumento, mas não considero que seja aumento ainda. Repito o que falei para Manaus, a evolução da doença não é uma função matemática perfeita que sobe constantemente ou desce constantemente. Realmente tivemos 3 dias com um número de óbitos menor entre os dias 11 e 13 de outubro, mas os valores após essas datas não estão superiores aos níveis anteriores. Como Santa Catarina tem uma apuração rápida dos óbitos, há menos probabilidade que seja uma nova subida, mas não pode ser inteiramente descartada.

    Não detectei alta em nenhum outro estado ou nos outros maiores municípios que estão presentes nos gráficos da base SRAG.

  • 20/11/2020

    Analisando com calma os gráficos por estado da SRAG (gráfico 4.3) e os dos maiores municípios (gráfico 4.4), levando em conta também o atraso das notificações (gráfico 4.5), há casos isolados de crescimento APENAS em algumas localidades, que listo abaixo, onde também comento outros padrões que me chamaram a atenção nos gráficos.

    • No Amazonas há um pico de um novo crescimento por volta do dia 23/10. Como esse pico está há 24 dias atrás da data de liberação da base SRAG, que foi no dia 16/11 e atualmente 75% dos óbitos nesse estado são apurados em até 16 dias, há uma boa chance desse aumento ter sido algo transitório que ficou para trás.
    • Em Santa Catarina há um pico de um novo crescimento por volta do dia 3/11. Como esse pico está há apenas 13 dias atrás da data de liberação da base SRAG, que foi no dia 16/11 e atualmente 75% dos óbitos são apurados em até 14 dias, há alguma chance desse aumento estar ficando para trás, mas com menos certeza do que no Amazonas. Na última edição da SRAG, há poucos óbitos reportados antes do dia 3/11 (marcados em vermelho no gráfico 2.11), mas não podemos descartar que essa menor presença de óbitos antigos tenha sido causada pelo ataque de hackers e instabilidade. Pelo gráfico 4.4, podemos ver que o problema está bem concentrado em Florianópolis, que teve um número de óbitos expressivo no dia 29/10, mas esse valor também não cresceu na última edição da base SRAG. Teremos que aguardar a próxima base SRAG para avaliarmos melhor.
    • Em Roraima há um aumento nos últimos dias, principalmente nos dias 4 e 7 deste mês. Não há dúvidas que é um crescimento que precisa ser acompanhado.
    • No Estado de São Paulo é possível que haja uma redução do ritmo de queda (mas sem o menor sinal de crescimento) a partir do início do mês. Olhando as maiores cidades do estado que estão listadas no gráfico 4.4, apenas Sorocaba apresenta um crescimento muito leve. O comportamento da epidemia tende a ser uma queda gradual nos óbitos, principalmente nos estados mais populosos, chamada de "cauda longa" pelos estatísticos.

    Reitero que esses pequenos crescimentos que foram observados fazem parte do ciclo natural da doença, que obviamente não tem um comportamento monotônico estrito de uma função matemática. Com as pessoas voltando a ter uma vida normal é natural que ocorram episódios isolados de crescimento em alguns locais.

    Não existe uma "segunda onda", mais uma vez, é o comportamento natural de uma epidemia viral. Ao contrário da Europa que está tendo crescimento onde houve lockdown rigoroso e pela queda nas temperaturas com a aproximação do inverno, que sempre agrava qualquer doença respiratória, no Brasil estamos com temperaturas crescentes com a chegada do verão, que tende a reduzir o impacto desse tipo de doença.

  • 28/11/2020

    A curva do Brasil inquestionavelmente está em queda firme, o movimento constante de descida é óbvio no gráfico 4.1, e não acredito que seja necessário nenhuma análise.

    A situação de alguns estados e municípios já é diferente. Temos algumas localidades com sinais claros de alta nos óbitos pela data real. Ou seja, aumento real de óbitos, não apenas aumento nas notificações de óbitos que muitas vezes ocorrem apenas pelo esclarecimento de óbitos antigos. Analisando com calma os gráficos por estado da SRAG (gráfico 4.3) e os dos maiores municípios (gráfico 4.4), levando em conta também o atraso das notificações (gráfico 4.5), há casos de crescimento em algumas localidades, que listo abaixo, onde também comento outros padrões que me chamaram a atenção nos gráficos.

    • No Amazonas há um pico de um novo crescimento por volta do dia 25/10. Como esse pico está há 32 dias atrás da data de liberação da base SRAG, que foi no dia 23/11 e atualmente 75% dos óbitos nesse estado são apurados em até 16 dias e 100% dos óbitos em 25 dias, é muito provável que esse aumento foi algo transitório que ficou para trás. Os óbitos estão estáveis no Amazonas desde o dia 9/11, ou seja, 14 dias antes da publicação da SRAG, o que nos dá alguma confiança que não irão crescer nos dias próximo ao término desse pico.
    • Em Santa Catarina há um pico por volta do dia 27/10, seguido de uma redução e um novo pico bem recente no dia 18/11. Sinal claro de subida com alguma intensidade, infelizmente, não há muito o que debater. Os óbitos estão subindo por data real do óbito em Santa Catarina.
    • No Espirito Santo, há um crescimento pequeno dos óbitos nos últimos dias, a partir do dia 11/11. Mais um sinal claro de subida real, também não há muito o que analisar ou debater.
    • No Rio Grande do Sul há uma alta clara a partir do dia 13/11. Não é uma subida forte, mas é inegável que esteja subindo.
    • No Paraná, embora a curva atenuada indique queda, há um valor muito alto de óbitos no dia 16/11, o que pode indicar uma tendência de subida. Teremos que esperar a próxima edição da base SRAG para analisar a evolução.
    • Em Rondônia há um aumento no último dia 21/11 que elevou a curva suavizada. Como é um único dia, temos que aguardar a próxima edição da base SRAG para verificarmos se esse aumento permanecerá nos próximos dias.
    • Em Roraima há um aumento nos últimos dias, com alta em vários dias após o dia 4 deste mês. Não há dúvidas que é um crescimento que precisa ser acompanhado.
    • No Estado de São Paulo há um pequeno crescimento por volta do dia 9/11, que precisa ser acompanhado na próxima edição da base SRAG. Lembrando que não há aumento em nenhuma das 9 grandes cidades do estado que estão presentes no gráfico 4.4.

    Reitero que esses crescimentos que foram observados fazem parte do ciclo natural da doença, que obviamente não tem um comportamento monotônico estrito de uma função matemática. Com as pessoas voltando a ter uma vida normal é natural que ocorram episódios isolados de crescimento em alguns locais. O único crescimento de maior intensidade que necessita de maior atenção é o de Santa Catarina, pelo que os dados da base SRAG mostram.

    Não existe uma "segunda onda", mais uma vez, é o comportamento natural de uma epidemia viral. Ao contrário da Europa que está tendo crescimento onde houve lockdown rigoroso e pela queda nas temperaturas com a aproximação do inverno, que sempre agrava qualquer doença respiratória, no Brasil estamos com temperaturas crescentes com a chegada do verão, que tende a reduzir o impacto desse tipo de doença.

  • 04/12/2020

    A curva do Brasil pela primeira vez em um bom tempo voltou a apresentar sinais de estabilidade nos óbitos pelo gráfico 4.1. Por ser uma estabilidade recente, é provável que se confirme como crescimento na próxima edição da base SRAG, com a resolução de mais óbitos. Um bom alento é que a curva do Brasil por notificações está em queda, que pode levar a aumento pequeno e/ou transitório.

    Pelo gráfico 4.2 é nítido que ainda há um descompasso grande entre a SRAG e as notificações diárias, provavelmente ainda efeito de lançamentos antigos e do apagão dos hackers. Lembrando que desde que comecei a acompanhar a base SRAG em junho há uma diferença de cerca de 6 a 7 mil óbitos entre o valor do painel da COVID e a base SRAG, que se encontra estável. O último valor da diferença são 7365 óbitos. Ou seja, a diferença entre esses totais, provavelmente os óbitos que ocorreram fora de hospitais, não é a causa desse aumento grande recente nas notificações.

    A situação de alguns estados e municípios já é diferente. Temos algumas localidades com sinais claros de alta nos óbitos pela data real. Ou seja, aumento real de óbitos, não apenas aumento nas notificações de óbitos que muitas vezes ocorrem apenas pelo esclarecimento de óbitos antigos. Analisando com calma os gráficos por estado da SRAG (gráfico 4.3) e os dos maiores municípios (gráfico 4.4), levando em conta também o atraso das notificações (gráfico 4.5), há casos de crescimento em algumas localidades, que listo abaixo, onde também comento outros padrões que me chamaram a atenção nos gráficos.

    • Em Santa Catarina há um crescimento muito forte a partir do dia 11/11 que preocupa muito. Sinal claro de subida com bastante intensidade, infelizmente, não há muito o que debater. Os óbitos estão subindo por data real do óbito em Santa Catarina. Situação preocupante.
    • No Espirito Santo, há um crescimento pequeno dos óbitos nos últimos dias, a partir do dia 11/11. Mais um sinal claro de subida real, também não há muito o que analisar ou debater, mas preocupa pois há crescimento nos óbitos notificados nos últimos dias.
    • No Rio Grande do Sul há uma alta clara a partir do dia 13/11 que ficou mais forte na última edição da base SRAG. É outro estado que preocupa bastante.
    • No Paraná, há um crescimento claro a partir do dia 9/11. A situação só é um melhor do que em Santa Catarina e Rio Grande do Sul pois não há um alto crescimento nas notificações de óbitos, mas também preocupa.
    • Em Roraima há um aumento nos últimos dias, com alta em vários dias após o dia 4 deste mês. Não há dúvidas que é um crescimento que precisa ser acompanhado, mas não é um crescimento grande.
    • No Estado de São Paulo há um crescimento que começou no final de novembro. Como os óbitos por data de notificação estão em queda, pode significar que essa aumento seja pontual. Só na próxima base SRAG saberemos melhor.

    Reitero que esses crescimentos que foram observados fazem parte do ciclo natural da doença, que obviamente não tem um comportamento monotônico estrito de uma função matemática. Com as pessoas voltando a ter uma vida normal é natural que ocorram episódios isolados de crescimento em alguns locais. Os únicos crescimentos de maior intensidade que preocupam mais são os de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, pelo que os dados da base SRAG mostram.

    Por fim, sempre é bom lembrar que por causa do atraso nas notificações de óbitos e da disponibilização da base SRAG apenas uma vez por semana, o que não se justifica, sempre estamos olhando para o passado, pois os óbitos mais recentes ainda não foram inseridos nos sistemas do SUS, o que sempre aumenta a incerteza nos números disponíveis.

    13/01/2021

    Reunindo as informações dos óbitos por data real, atrasos na digitações, internações e mortalidade nas internações, ainda com mais incerteza que eu me sinto confortável, consigo fazer alguns comentários sobre alguns estados e cidades. Por causa do grande atraso, não posso afirmar que são análises profundas ou com muita precisão. A mortalidade nas internações acabou se mostrando um indicador indireto a mais no atraso na notificação dos óbitos. Praticamente todos os estados e municípios apresentam uma queda na mortalidade nas últimas semanas. Como não está havendo nenhuma revolução no tratamento da COVID, estou assumindo que essa queda acontece devido ao atraso das notificações.

    As festas de final de ano trazem um grau de incerteza maior pois é possível que tenha havido uma queda no ritmo de trabalho na atualização dos sistemas nesse período de recesso.

    Seguem comentários sobre alguns estados:

    • Na Bahia, na penúltima edição da SRAG havia um pico nos óbitos em torno do dia 12/12 e agora o pico se deslocou muito pouco, estando no dia 15/12. Como aparentemente há uma queda nas internações a partir da semana de 21/12 e a queda na mortalidade hospitalar antes estava muito forte nas últimas cinco semanas e agora está mais presente nas duas últimas semanas, é possível que a situação realmente esteja melhorando nesse estado.
    • No Espirito Santo, o pico de mortalidade manteve-se perto do dia 11/12, mas há atrasos gigantescos nas atualizações de internações e a diferença na mortalidade hospitalar que era grande nas últimas duas semanas, agora está mais pronunciada nas últimas quatro semanas. Sinal claro que há uma maior confusão nos dados desse estados, sendo muito difícil afirmar se há melhoria nas internações, devido ao grande atraso na atualização das internações (embora o gráfico mostre queda) e também há sinais claros que o atraso na notificação de óbitos aumentou, devido a maior distorção na mortalidade hospitalar. Com isso, fica muito difícil afirmar que o pico de óbitos perto do dia 11/12 tem alguma estabilidade e que ainda não haja crescimento nos óbitos.
    • No Paraná aparentemente há um pico nos óbitos perto do dia 15/12 que está estável desde a penúltima edição da SRAG. Também há sinais de queda nas internações a partir dessa data, mas há muita instabilidade na mortalidade hospitalar nas últimas seis semanas, o que dá muita incerteza se o pico de óbitos do dia 15/12 é estável.
    • No Rio Grande do Norte o pico de óbitos está muito próximo, perto do dia 22/12, até é possível que as internações estejam em queda, mas há muita instabilidade nas últimas cinco semanas na mortalidade hospitalar, o que mostra um atraso nas notificações de óbitos. Como o pico está próximo e provavelmente há muito atraso, a possibilidade de ainda haver subida nos óbitos é mais forte.
    • No Rio Grande do Sul os óbitos tiveram um pico por volta do dia 19/12 e se mantiveram em alta até o dia 30/12, uma data muito próxima que já contribui para que ainda haja crescimento dos óbitos. As internações podem ter tido alguma redução a partir da semana de 14/12 e a mortalidade hospitalar está instável nas últimas cinco semanas, o que é outro indício relevante que ainda haja aumento de óbitos nesse estado.
    • Em Santa Catarina os óbitos tiveram um pico por volta do dia 19/12 e se mantiveram em alta até o dia 30/12, uma data muito próxima que já contribui para que ainda haja crescimento dos óbitos. As internações podem ter tido alguma redução a partir da semana de 30/11, que é uma data mais distante e tem mais chance de haver queda de fato. Entretanto, mortalidade hospitalar está instável nas últimas cinco semanas, o que é outro indício relevante que ainda haja aumento de óbitos nesse estado.
    • No Estado do Rio de Janeiro, o pico de óbitos está em torno do dia 22/12, mas há muito atraso nas internações e fica muito difícil afirmar que haja alguma queda nas internações, como o gráfico aparenta indicar. A boa notícia que foi um dos poucos estados onde a queda da mortalidade hospitalar ficou mais estável, mostrando que provavelmente houve redução nos atrasos nas notificações de óbitos. Mesmo com um atraso menor, o pico no dia 22/12 é muito próximo para afirmarmos que haja alguma redução de fato, pois certamente ainda há bastante atraso nas notificações de óbitos.
    • No Estado de São Paulo há um platô nos óbitos entre os dias 14 e 27/12 e há sinais claros de aumento das internações na semana de 28/12. Há uma boa chance de ainda estar em crescimento nas internações e nos óbitos. A instabilidade na mortalidade hospitalar, continua ruim, possuíndo grande variação nas últimas quatro semanas.

    Seguem comentários sobre algumas cidades:

    • Na cidade do Rio de Janeiro, o pico de óbitos está em torno do dia 10/12. Tal qual o estado, há muito atraso nas informações de internação, que dão muita incerteza que a redução que o gráfico mostra a partir do fim de novembro se mantenha. A instabilidade na mortalidade hospitalar, continua ruim, possuíndo grande variação nas últimas quatro semanas, mas houve melhoria pois a instabilidade era muito maior antes, mostrando que houve alguma redução no atraso nas notificações de óbitos.
    • Na cidade de São Paulo há um pico de óbitos em torno do dia 15/12, mas as internações voltaram a crescer na semana de 28/12. A instabilidade na mortalidade hospitalar está muito grande nas últimas seis semanas, um indício que haja um considerável atraso nas notificações de óbitos, o que dá pouca segurança na estabilidade do pico do dia 15/12.
    • Em Manaus, há um crescimento vertiginoso nas internações, que começam a se refletir nos óbitos. Situação muito complicada mesmo. Possível variação mais agressiva do vírus na cidade.

Metodologia


A maioria dos websites de Data Science ligados à COVID se divide em duas grandes categorias. A primeira engloba aqueles que permitem a visualização dos dados disponibilizados por órgãos oficiais ou iniciativas que coletam, agrupam e organizam informações de diversas fontes primárias, geralmente de países distintos. O segundo grupo de sites foca no desenvolvimento de modelos preditivos avançados, na tentativa de antever a evolução dos efeitos da pandemia no futuro. Esses modelos computacionais têm o potencial de contribuir muito mais para o planejamento de ações de combate à COVID, pois permitem prever a evolução da pandemia. Além disso, constituem um desafio técnico fascinante que tem atraído diversos cientistas de dados no mundo todo.

Infelizmente, na questão específica da COVID, vários modelos computacionais falharam catastroficamente em suas previsões, em particular aqueles criados pelo Imperial College de Londres. Todos esses modelos se baseiam em parâmetros técnicos que, na verdade, são as premissas das quais partem os cientistas responsáveis. Ao nosso ver, no entanto, o que se sabe a respeito da pandemia ainda é muito pouco para que se possam estabelecer premissas robustas para os modelos. No caso específico do Brasil, enfrentamos desafios ainda maiores na construção dos modelos, pois há muita irregularidade na notificação de casos e óbitos, o que torna os modelos ainda mais instáveis. Notamos também que essa irregularidade é tão grande que a simples elaboração de "dashboards" de visualização dos dados fornecidos pelo governo brasileiro não permite sequer a dedução intuitiva de como a pandemia evoluirá a curto prazo.

Diante desse cenário, optamos por desenvolver uma ferramenta de visualização dos dados da COVID a partir de um tratamento matemático robusto que atenue as oscilações nas notificações e permita enxergar claramente as tendências de evolução dos casos de COVID, sem o risco de partir de premissas infundadas. Ou seja, optamos por não desenvolver modelos preditivos, diante do grau de dificuldade de obtermos premissas sólidas e científicas para embasar a modelagem.

O tratamento matemático que escolhemos originalmente foi a aplicação do filtro Savitzky-Golay aos dados da COVID. Desde novembro estou usando um filtro mais sofisticado com base em modelos aditivos generalizados.

Também optamos por focar nas informações dos óbitos, uma vez que pelo menos 80 por cento das pessoas contaminadas pelo vírus são assintomáticas ou apresentam sinais muito leves da doença e, por isso, não procuram os serviços de saúde e passam ao largo das estatísticas oficiais. A contagem de óbitos é a métrica mais triste nesta realidade na qual estamos inseridos, mas é a que oferece a maior confiabilidade e a precisão necessárias para obtermos informações robustas e permitir análises mais claras do comportamento atual da pandemia.

Como Efetuar a Leitura do Gráfico de Tendências

O sucesso dos gráficos de tendências, que publicávamos regularmente nas mídias sociais, foi o principal motivo que nos levou a desenvolver essa página web. Embora seja um gráfico bastante técnico, na nossa opinião, é um dos mais sensíveis para entendermos o crescimento exponencial da COVID. Para tanto, basta observar a inclinação da curva: se estiver subindo, é porque há um aumento no crescimento exponencial de óbitos e, analogamente, a taxa exponencial de óbitos está reduzindo, se a curva estiver descendo. Quando o total de óbitos parar de crescer, ou seja, quando não houver mais mortes, a curva cai na vertical.

Outra peculiaridade desse gráfico é que a variável tempo não está presente nos eixos do gráfico, uma vez que o eixo X (horizontal) mostra o total de óbitos, enquanto que o eixo Y (vertical) indica a soma dos óbitos ocorridos nos sete dias anteriores. Essa soma, na verdade, é um indicativo bastante preciso da variação da taxa de óbitos, pois caso o total de óbitos nos sete dias anteriores seja maior, é um sinal claro há um crescimento na taxa de óbitos, e, de forma análoga, caso o total acumulado nos últimos sete dias seja menor, há uma redução na taxa de óbitos. O uso da soma dos sete dias anteriores, em vez dos óbitos notificados em um último dia, também é um mecanismo que contribui para reduzir a influência da irregularidade nas notificações de óbitos na forma da curva. Mais uma vez lembramos que os visitantes em notebooks e desktops podem obter as datas correspondentes à cada trecho da curva, bastando passar o cursor sobre o ponto de interesse.

Agora que o site está mais completo, com diversos tipos de gráficos, a importância do gráfico de tendências fica mais compreensível. Pequenas variações no crescimento ou descréscimo da taxa de óbitos dificilmente é percebida em qualquer outro gráfico, inclusive os que usam escala logaritma em um dos eixos, mas causa uma grande variação no gráfico de tendências.

O gráfico de tendências usa escala logaritma nos seus dois eixos, o que pode ser um pouco intimidador para quem não é da área de exatas, mas o uso dessa escala tem um objetivo bem simples: o de transformar as curvas de crescimento exponencial, característica do comportamento de qualquer virus, em retas, mais uma vez para facilitar a visualização das informações. Por fim, lembramos que os visitantes que estiverem usando um tablet, notebook ou desktop, basta passar o mouse ou o dedo sobre um ponto de uma das curvas do gráfico para ter acesso a informações mais detalhadas sobre a curva, tais como os valores e a data que correspondem ao ponto da curva selecionado.

Quem Somos


O nome Zero Bias foi escolhido por indicar isenção. Bias, uma palavra da língua inglesa, é normalmente traduzida em viés. Tratando-se de estatística, bias possui uma conotação ainda mais forte: a de distorção ou tendenciosidade intencional. O nome desse site, portanto, significa sem distorção ou tendenciosidade no sentido estatístico estrito.

No momento, esse site é um projeto pessoal meu, Lorenzo Ridolfi, para o qual dedico o meu tempo livre. Espero brevemente que outras pessoas entrem no time, para aperfeiçoarmos esse trabalho. Posso ser encontrado no Twitter como @lorenzoridolfi ou no LinkedIn.

Créditos

As informações apresentadas neste site têm como fontes o site oficial da COVID do Ministério da Saúde Painel da COVID, o Open Data SUS para a base de SRAG e o Our World in Data.
A ideia original dos gráficos de tendência, aperfeiçoados neste site, é do físico Aatish Bhatia, como se vê na página Covid Trends.

Isenção de Responsabilidade

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